
Sozinho no escuro
Não me acho no fim do túnel
E, sim, no fim da vida
O sangue pinga no chão
Cortei meus pulsos
Acabei com minha realidade
Mortifiquei meu corpo
Estou sozinho num quarto vazio
Não tenho mais vida
Não tenho mais nada
Só me resta a solidão de meu ser
E a morte que está a caminho
Estou ficando fraco
Estou ficando paralisado
Incapaz de ter forças para lutar
Só a solidão me mostrou o caminho
E me apresentou à sua amiga
Que agora me bate na porta pedindo pra entrar
Eu abro e a cumprimento, reverenciando-a:
"- Olá, senhorita Morte!"

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