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sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Vício











"...mas eu posso parar quando quiser!". Eles sempre dizem isso, porém no fim, sempre é a mesma coisa. Sempre aquele velho mais do mesmo que sempre conhecemos. Portanto, o desejo nos faz dependentes daquilo que consumimos e não conseguimos parar, mesmo que queiramos, o "querer" se faz subordinado do desejo que nos faz dependentes.

Todo o tipo de vício é prejudicial por nos fazermos dependentes e sem iniciativa na vida. Só precisamos daquilo, só vemos aquilo, só necessitamos daquilo. Aquilo é nosso motivo de viver e de uma agonia sem fim se não temos aquilo por perto.

O vício é assim, é como uma rotina, um ritual (no sentindo de sempre fazermos sempre a mesma coisa, como um roteiro) e sairmos desta rotina, deste ritual, não sabemos o que fazer, perdemos o nosso "chão", nos perdemos da vida e temos que voltar a fazer o que fazíamos para voltarmos a ter uma identidade. Só que, ao contrário, o vício é destrutivo! Sem o objeto do vício a gente é capaz de fazer loucuras para voltar a ter o objeto, em casos graves, podendo até matar.

Nos sentimos presos em uma gaiola de aço, feito passarinhos sem conseguir sair. Nos tornamos obcecados, irracionais, sem vida própria.
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"A verdade assombra, o descaso condena e a estupidez destroi." (Renato Russo)

domingo, 16 de novembro de 2008

Sétimo Dia

São sete dias que fazem uma semana. Sete dias. Uma vida que tem seu resumo em sete dias e tendo o seu fim no derradeiro sétimo dia.

Sete dias que se mostra em uma vida toda. Uma vida que se baseia em apenas existir e continuar existindo. Chegando ao final e se dando conta de que não viveu o que queria ter vivido.
Por exemplo, tem gente que quer viver na base do amor. Poder se apaixonar por uma única pessoa e dizer sinceramente: "Eu te amo!". Porém, a realidade é outra! A gente vive ressentimentos por não viver como queria ter vivido. A vida é assim...!

São sete dias que se passam desde o primeiro dia em que acordei e te vi em minha frente dizendo-me "bom dia" até o último milésimo de segundo do último centésimo do último décimo do último segundo do último minuto da última hora do sétimo dia em que eu lhe digo "adeus" e lhe dou as costas sem olhar para trás, portando quem fez isso foi você. Agora sei como é partir sem dizer "adeus". Sinto a sua falta e queria que você soubesse.

A vida continua e ainda me encontro aqui, dando prosseguimento em meus sete dias de vida ou, pode ser, em minhas sete vidas. Isso depende da interpretação...

Impressionante como a vida pode ser interrompida antes do sétimo dia. Algo que não faz parte do nosso caminho atravessa em nossa frente, "ceifando" o resto do caminho. Você se perde, não podendo, nem prosseguir, nem retornar. Você se torna uma casualidade e sete dias depois é apenas lembrada em uma instituição religiosa que se encontra desacreditada, mesmo assim esta instituição tem todos os direitos de usar a sua imagem para "homenageá-la" e é crime usar seus direitos autorais sem permissão da instituição. aí depois os "fieis" saem da missa e você está esquecida. Mas, na memória de quem acreditava em você, será sempre lembrada e estará viva em nossos corações.

Tinha tanto a lhe dizer, mas agora não faz diferença, você reside em meu coração e por isso já deve saber de meus sentimentos por você e da confusão que faço por querer saber o que sinto.

Na vida temos sete dias e como uma folha verde que cai de uma árvore quando sopra o vento, assim, estes sete dias também pode ser abreviada. Eu tenho medo deste abreviamento e de ser apenas um dentre tantos que não pôde viver a vida que sempre quis e, talvez, encontrar alguém único pra lhe dizer "eu te amo".

Quando soube da sua súbita viagem ao cosmos do céu, eu fiquei muito mal, porque eu te admirava muito e, de repente, encontrei-me sozinho sem tua presença. Agora, não sei o que fazer, encontro-me confuso e sem perspectiva se chegarei ao sétimo dia, ao fim de minha jornada.

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Monólogo

Hipoteticamente seria assim a conversa com a minha "bem-querer".




Não sei o que dizer, só sei do que não gosto e sei o que eu quero. Eu quero você! Isso importa?

- Não sei. Diz você! Importa?

Agora você me pegou. Continuo sem saber o que falar e ainda mais agora, fiquei constrangido. Mas você importa para mim, para a minha vida. Eu sei que nos conhecemos bem a pouco tempo, só que antes de trocarmos algumas palavras eu já a observava de longe...

- Agora você me deixou nervosa. Quer dizer que anda me seguindo?

... não é bem assim. Desculpe do modo que lhe falei, não sou muito bom com as palavras e nem em "estratégias" para abordar alguém. Se estou aqui tendo esta conversa contigo, é porque eu quero que tu saiba o que sinto por ti e que eu faria tudo para lhe agradar.

- Então, meu caro, pode ir embora. Você já disse o que tinha que dizer, eu já ouvir, então é hora de você ir procurar tua turma, pois não estou interessado em você!

Tá bom! Pelo menos eu consegui falar o que sinto por ti. Apesar de está triste com esta negação, estou meio aliviado, já que esta aflição estava me deixando louco. Não se preocupe... Por que está rindo?

- Estou rindo desta tua cara de tristeza e desânimo quando te dei o fora. Eu não quero que vá embora, só estava brincando. Mas você leva muito as coisas a sério demais. Relaxe um pouco!

Interessante, todo o mundo me pede para relaxar. Mas, fiquei feliz agora. Estava nervoso só em falar contigo.

- Deu para perceber. Eu gostei de você ter me falado isso! Agora só falta me chamar para sair...!

Ah, desculpe! A senhorita gostaria de sair comigo?

- Isso depende. Aonde você pretende me levar e o que pretende fazer?

Eu gostaria de te levar a uma passeio perto da praia, tomarmos um sorvete e vermos o Pôr do Sol. Você aceitaria de ir comigo neste passeio?

- Assim, deste modo como me convidou, é claro que eu aceito.

Obrigado!





segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Memorial


Àqueles que já se foram: uma homenagem póstuma!

É triste saber que alguém tão perto da gente foi para tão longe e que não vai mais voltar. E pior quando alguém ainda jovem que pensamos ter uma vida inteira pela frente acaba indo em uma jornada sem volta. Aí começamos a refletir na vida e nos rumos que damos a ela e que a cada momento pode ser único e último. Notamos também de como somos seres vulneráveis e fracos, que qualquer coisa estamos na "berlinda", entre a vida e a morte.
A juventude que nós pensamos ser forte, "indestrutível" e invulnerável, também está sujeito à casualidades que a vida traz. Mas a vida como a morte é difícil de se entender.
Porém temos que saber que a morte faz parte do ciclo de todo o ser vivo. Mas qual a moral de quando a morte chega antes da hora? Qual é a finalidade de levar embora alguém tão jovem e que não pediu e nem fez nada para tal consequência? São apenas casualidades, onde o efeito se mostra diferente da causa ou a causa se mostra oculta, dando o parecer de um efeito sem causa.
Porém é regra: "Toda a causa, por mais absurda ou por menos perceptível, tem seu efeito, sua consequência!"
Não somos eternos! Isso é um fato. Porém é injusto ou se mostra injusto quando algo que a gente pensa ser certo se mostra totalmente o contrário. Não estou me referindo a ser eterno, mas, sim, referido à vida, o universo e tudo o mais. Temos que saber que a natureza é imprevisível!
Mesmo que tenhamos a estatística, a probabilidade, a matemática, a meteorologia, entre outras ciências que tentam prever o que acontecerá..., ainda assim a natureza se mostra em estado patológico ( o que não é normal ) para nós, não só nós como seres humanos, mas todos nós como seres vivos.
" - Alguém tão jovem e com um futuro próspero nos deixar assim, de uma hora para a outra". É assim que se pensam quando recebi a notícia que ninguém quer ouvir. Um lamento, um choro e só a lembrança daquela pessoa. Saber que no dia anterior ela estava ali com você, sorrindo, conversando animadamente e, de repente, no outro dia ela não passa de uma lembrança, nada mais que uma lembrança que com o tempo vão se esquecendo o rosto, o sorriso, o som da voz... e a única lembrança que terá é saber que esta pessoa viveu contigo. E mesmo que não tenha na memória o traçado do rosto, a intonação da voz, o sorriso, ainda permanecerá a lembrança de que esta pessoa existiu e fez parte de sua vida, mesmo que por uma hora, um minuto, um segundo, ela fez parte de sua vida e é isso que irá importar neste momento.

Em memória daqueles que estarão sempre vivos em nossas lembranças.

"A vida revela-se ao mundo como uma alegria. Há alegria no jogo eternamente variado dos seus matizes, na música das suas vozes, na dança dos seus movimentos. A morte não pode ser verdade enquanto não desaparecer a alegria do coração do ser humano."
(Tagore, escritor indiano)

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Declaração

Desculpe vim assim, mas não pude conter o desejo que sinto por ti de chegar a falar-lhe da tua beleza. Não me esquecerei de ti, de teu corpo, de teu sorriso, de teus lábios, de você.

Um dia eu te vi e eu me apaixonei, não pude suportar, mesmo eu estando aqui e vc aí, eu posso dizer que te amo. Mas este amor que sinto não é um amor comum, nem aquele tipo de amor que todos falam, mas é um amor que duraria para sempre se o sempre existisse.

Não digo que o que sinto é um amor platônico, pois não é, pode acreditar. Por você eu mataria e morreia, mas preferia viver e deixar viver só para poder ficar contigo. Sei que posso parecer meio idiota por amar uma pessoa que eu não conheço, portanto eu amo vc!

Um dia desses te vi e estavas linda, sensual e sexy, pura e bela. Chegou e nem olhou para o lado onde eu estava a ti observar, não fiquei decepcionado, aliás, eu sou apenas um "espectador". E como vc chegou foi embora sem dizer "adeus", porém deixou o local fazendo com que fosse notada como que dissesse: "eu estive aqui!".

Deixou o local onde a pouco havia chegado e estava a saltitar, flutuando no ar, só que o ar é traiçoeiro. Estavas com vestido que esvoaçou mostrando tua intimidade. Aquela cena eu não pude esquecer, com certeza você ficou marcada ainda mais em mim.

Só quero que saiba que eu te amo, mesmo sem te conhecer, eu te amo!

sábado, 1 de novembro de 2008

Dia de Todos os Santos


"Não beba até cair, aproveite o bom vinho, deguste e aprecie."
Mesmo que esteja só, saiba que nunca é bom beber só por beber, tem que aproveitar o que é bom. Adoraria beber num cemitério e ter a chance de sentir as energias que nele emana, principalmente nestes tres dias que são dias tanto de "doces ou travessuras" como para refletir sobre a vida. Estes dias que são o HALLOWEEN, o DIA DE TODOS OS SANTOS e o DIA DOS MORTOS.
Eu não sou gótico, longe disso, pelo menos não uso preto, mas minha filosofia é soturna, minha alma é solitária e minha vida, ao que meus olhos vêem, é gótico. Então, enquanto uns gostam do branco eu gosto do negro, enquanto outros riem eu fico triste. Sou poeta e por ser poeta sou um idiota por demonstrar tanta humanidade; enquanto poderia ser frio e rir das desgraças dos outros sou gótico e triste. Uns gostam da vida, eu adoro a morte, outros preferem a luz, eu fico nas sombras (obrigado!!).
A vida é dificil e pra quem não sabe viver, agonizante. Mas sei que apesar das dificuldades tenho, temos que viver, pois somos partes da vida por estarmos vivos. Se sou, somos assim, é porque assim tínhamos que ser.
Temos que ser quem somos e não quem os outros querem que sejamos. Seremos nós mesmos e viveremos com o que a vida nos oferecer. É dificil a condição de que para pessoas como nós os dias felizes sejam raros, mas mesmo sendo tristes, somos felizes por continuar vivendo e é isso o que importa para nós!