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domingo, 13 de janeiro de 2013

Ronin (0.3)

Eu falei: "Muita calma nesta hora"?, estou deixando estes meus escritos um tanto quanto como se falasse pessoalmente e de forma extrovertida com alguém, mas isso até que é bom por mostrar uma pessoalidade amigável e popular que o autor está tentando mostrar. Problema que uns escritos assim tá mais pra auto-biografia do que uma narração romanticista, ficcional, relatada ou, simplesmente, contada.
Sobre o que escrevi, antes de ter uma vida cigana, não me acostumo mais ficar parado. Desde antes do mundo ficar melhor, sem a escória de minha espécie, pelo menos pela minha percepção do mundo neste últimos dez anos, que já tinha esta vontade de sair andando pelo mundo a fora, sem ligar pra burocracia  política..., estas baboseiras que dão um pouco de civilidade ao animal humano. Seria legal que existisse mais um além de mim, do sexo oposto, claro! Pobre não tem dinheiro, mas pode sonhar!
Aliás esta forma que escrevo aqui pode ser tratado como um diário também, mas sem as datas do dia e sem aquele "glichê" :"querido diário". E tô pouco ligando pelo que vão pensar ou não. Certo, as perguntas que muitos devem fazer: "Por que só eu (em tese) sobrevivi?"; "O que foi que aconteceu que só eu (em tese) sobrevivi?"...; e lá vai cambada, Vou responder, não se avexem, mas cada qual em seu tempo.
Pior que é complicado quando se complica e quer descomplicar porque isso acaba se tornando uma teia de aranha e quando ver você se encontra todo enrolado e preso, sem conseguir nem ao menos se mexer. Imagine o desespero de mim ver sozinho nos primeiros dias em que eu me tornei "eu sou a lenda". De repente teria que fazer as coisas por mim mesmo, mesmo tendo a liberdade de todo o mundo, de ir e vir. Poderia me acomodar ainda mais, porque quando acabasse os suprimentos em um lugar poderia ir pra outro ou pegar no mercadinho mais próximo, não precisaria de dinheiro.
Não fiquei acomodado e mesmo assim, com tanta facilidade, sabia que só iria durar por alguns meses, então tinha que aprender a viver e a sobreviver. Muitos filmes e série mostra um momento deste só que o "herói", só mostra ele ficando bombado e subindo em coqueiros, não mostra ele cagando e nem tentando limpar o cú, ou então não mostra pegando uma infecção aonde o sol não bate e se matando para se curar. Mostra sempre algo fantasioso e fui nisso que marquei bobeira e tive o tal sonho de ser um peregrino. Ironicamente fui viver o meu sonhos forçado.

sábado, 12 de janeiro de 2013

Ronin (0.2)

Deixa falar um pouco de onde eu vivo neste, vocês ou alguém já deve ter percebido, mundo apocalíptico (seria muita burrice se não entendessem ainda a situação, já que nas linhas anteriores fui até que direto, a não que o ser que me ler tenha se enrolado na minha embromação o que é considerável, aí eu retiro a burrice). Quem espera uma descrição perfeita é melhor ler um texto descritivo ou ler algum romancista/contista como Edgar Allan Poe, por exemplo e também é o único que me lembro a respeito do detalhismo descritivo que demonstra em seus contos.
Este mundo de hoje é como era antes só que mais limpo e sem humanos para sujá-lo. O ar é mais puro, o verde já começa a voltar a fazer parte dos lugares onde o ser humano construiu suas cidades. O céu é mais azul, a chuva é menos ácida - aliás, é onde eu pego uma boa parte da água que bebo, pelo menos por enquanto, os rios ainda estão se recuperando sem os lixos tóxicos. Se bem que uso um carro que por ano fui adaptando, hoje em dia está funcionando por meio de energia solar, conseguir esta façanha, afinal vivendo dez anos em um mundo sem ninguém e de todos os animais o humano era o que mais se adapta ao meio ambiente e, incrivelmente, conseguir me adaptar e sobreviver. Estou até emocionado agora por superar o que pensava ser o meu limite que olhando agora vejo que era beeeeem limitado por eu me ter posto este limite.
Foram tantas emoções até chegar aqui, tive que me acostumar com um outro paladar mais requintado (risos) e deixar a preguiça de lado e até mostrar que como animal também posso ser selvagem. Virei tipo um Tarzan, sem Jane, infelizmente, mas nada é perfeito.!
Sinto-me um cigano, nômade, andarilho, errante ou que nome possa me ser dado. Não é que não goste de ficar em um único lugar ao mesmo tempo, se fosse possível eu ficava, já teve vezes que passava temporadas em mansões que tinha de tudo, mas é que a necessidade de sempre ficar em movimento se faz presente. (Alguém que possivelmente me ler, já que não posso ser o último, irá afirmar: "agora que vai começar a aventura de fato!" e eu digo: "Muita calma nesta hora!")

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Ronin (0.1)

Constando, para aqueles, se há alguém além de mim, que lerem de alguma forma esta minha narrativa, só para constar, não sou escritor e estou pouco ligando se há muitos erros coloquiais, de pontuação ou...! Na gramática o que salva é esta correção ortográfica. Esta é uma narrativa, não manuscrita (tenho a tecnologia ao meu dispor ainda mais que energia teoricamente infinita (bateria solar) então não teria cabimento escrever na mão), mas por um apetrecho eletrônico. Este só foi algum pormenor que resolvi colocar só pra ficar mais ou menos claro de que não vou ficar encucado de escrever certo ou de forma formal (não era a minha intenção este trocadilho).
Certo! Quem me ler é claro que vai está interessado em como me tornei "eu sou a lenda" e me vendo, vendo não, lendo esta enrolação inicial aí poderá perder o interesse, mas muitas vezes um livro mostra-se chato de começo, tornando-se, até, viciante do meio ao fim. Disse viciante porque o leitor fica tão vidrado na narrativa do herói com o seu mundo fantástico que perde a noção da realidade. E são estórias inesquecíveis que se tornam clássicas.
Fato é que começando algo de modo aleatório fica meio difícil encontrar um caminho a seguir e se perder no próprio emaranhado dos acontecimentos. Assim como alguém que começa abordando sobre política e termina em uma luta entre o bem e o mal com uma filosofia abordada que não tem nada a ver. O meu caro leitor se pergunta neste exato momento: "do que este pobre coitado está falando?" Aí para de ler neste exato ponto (no ponto de interrogação, para ser exato) e perde um fantástico relato de superação, de sobrevivência, de amores possíveis (e, agora, impossíveis) e, talvez, de criaturas além da imaginação. Porém, não irei forçar ninguém, nem alguém a mim ler. Fiquem a vontade!

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Ronin (0)

É difícil começar algo porque nunca sabemos por onde começar. Começar com "era uma vez" também não dar, né? (risos). E tem alguns começos que começam parecendo que estão começando já da metade: "Havia dias em que o pistoleiro perseguia o homem de preto pelo deserto..." Aliás bela jornada deste Roland. Então vamos começar pelo começo e vou começar dizendo que eu estou na história, portando sou um narrador personagem, então não poderei começar como em alguns contos que o narrador personagem diz algo do tipo logo nas primeiras linhas: "Vou contar a minha história até o momento em que morri .." Como ele iria poder contar como morreu? É um fantasma que voltou do além e fez contato espiritual, uma mesa branca? (risos). Pode até ser, mas serei honesto! Eu não vou narrar o tal como vivi e morri ou coisa do tipo, então vamos lá..., pelo menos começar este já enrolado relato.
Não vou falar de nomes porque isso não interessa nos dias de hoje já que, melhor explicando, meu único contato de comunicação é através daqui nem sei se há um outro ser humano, demasiadamente humano, para que esta história passe adiante através destes rascunhos. Não irei dizer que sou o único, nem o último, seria prepotência,  arrogância,  estas coisas. Afinal, mesmo tendo um mundão só meu fica meio chato sem ter ninguém pra quem compartilhar. Não somos seres solitários como muitos autores já escreveram, temos a necessidade do outro. Porém quem já tá sozinho há bastante tempo, mesmo quando tava na "muvuca", a solidão de fato não é problema, só que falar sozinho pega meio mal, ainda bem que não tem ninguém para poder me julgar (risos). Mesmo assim, é tão solitário..., tô adorando!
Imagine ter o mundo todo só pra si: ir aonde quiser, está aonde quiser está, fazer o que quiser fazer. Com certeza é bem legal de começo, porém como tudo se torna uma rotina por se mostrar um tanto igual, mesmo fazendo coisas diferentes, fica meio tedioso. Só dura um instante, depois você descobri que o mundo é só seu e que você é a única regra e a única lei, então ainda fica de boa e relaxa que ganhei no "War" conquistando todos os territórios sem ao menos jogar.