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domingo, 30 de outubro de 2011

Joe

A volta para casa depois de algum tempo se aventurando e tentando se encontrar não foi com Joe pensava. Talvez fosse por ele criar um tipo de perspectiva sobre sua volta ao lar, porém o que se percebeu foi que Joe não sentia que aquela casa se constituisse seu lar. Claro! Ainda tinha os irmãos lá, os pais e eventualmente, os parentes. Mas ali já não representava um lar para Joe.
A volta para casa depois de algum tempo se aventurando e tentando se encontrar não foi com Joe pensava. Talvez fosse por ele criar um tipo de perspectiva sobre sua volta ao lar, porém o que se percebeu foi que Joe não sentia que aquela casa se constituisse seu lar. Claro! Ainda tinha os irmãos lá, os pais e eventualmente, os parentes. Mas ali já não representava um lar para Joe.

- Por que a volta é sempre mais difcil que a ida? Pensei que conseguiria voltar e me adaptar rapidamente, mas essa vida não é mais minha e, sim, de um outro Joe que aqui antes vivera. Quando eu partir foi loucura por não aguentar mais o ambiente que compartilhava, sei que mesmo assim é família e deixar a familia é sempre algo extremos. Mas era isso ou viver como um zumbi como muitos fazem, apenas vivendo de modo alienado e sem questionar nada. Seria dificil para mim e não aguentava mais. É isso aí! - argumentou Joe a um amigo que ele reencontrara alguns dias depois do seu retorno.

- E aquela menina que você encontrara um dia se mostrando apaixonado pelo único olhar que trocaram? Ainda pensa nela? Mas depois você me responde. Quero saber se já viu seu filho que teve com aquela gostosa amiga de minha mulher que por sinal estava de espiã em minha despedida de solteira aquele dia. A minha mulher sempre fala com a amiga e ela diz que a amiga nunca esqueceu de você e que o filho em uma única noite foi uma benção que ela recebeu de você e para sempre se lembrar de você. - fala o amigo de Joe.

- Cada louco com sua mania. Por isso que não fui vê-la. Eu quero que ela viva a sua vida e não uma ilusão. Enquanto à menina, até hoje não e esquecir dela, conversamos brevemente antes de partir definitivamente e notava que ela sentia um certo desespero por eu está partindo e não ter tido tempo para mim conhecer mais. Sei que ela seguiu sua vida em frente e não me arrependo de quando ter encontrado alguém que sempre procurei eu estava de partida. A vida é imprevisível e se umas coisas não acontecem é porque tem algum motivo. Tô de partida agora por não continuar parado. Até um dia!

E Joe partiu em sua jornada sem guardar racores, mágoas ou arrependimentos. Ele sabia o que estava fazendo. E você sabe o que está fazendo de sa vida?

sábado, 29 de outubro de 2011

Romance


Alguém para passar toda sua vida. Um romance, um amor, uma vida! Algo que lhe faça sonhar com os pés no chão; sonhar vivendo a realidade; sonhar e acreditar que sonhar lhe dará tudo que sempre quis num piscar de olhos; sonhar e ter a inspiração para que o sonho se torne realidade; apenas sonhar!
Apenas viver um sonho, uma aventura.

Um romance com dramas: o homem conhece a garota, só que ela namora, isso ele entende. Ela termina o namoro e sai muito magoada principalmente por gostar de quem a magoou. Eles, o homem, Joe (nome fictício) e a garota, Debby (nome fictício) se tornam amigos. A amizade podemos dizer que é intima. Eles se ajudam, pois ele também tem seus problemas; no meio de tantas declarações de afeto, de sentimentalismo pelo que se está passando no momento, eles se vêm apaixonados, mas agora não é o momento, ambos precisam encontrar seus caminhos ainda e está muito cedo e há sempre aquele medo de se magoarem dinovo. Tanto que ela assim do nada diz a ele para apenas serem amigos e só isso. Joe percebe que o momento não é agora e meio que se despede dela pois agora há um constrangimento entre os dois...;

Um romance também precisa de aventuras: assim Joe parte para tentar encontrar seu caminho, um lugar ao Sol, ele nem sabe se vai sobreviver a esta aventura e muito menos se voltará a encontrar Debby mais uma vez. Porém "o que tiver que acontecer acontecerá". E há sempre um momento na vida que precisamos de uma grande aventura até mesmo antes de um grande amor...;

Um romance, ao contrario do que mostra nos filmes, precisa de um final feliz: após muitos anos Joe e Debby se reencontram. Tanto ele como ela tiveram suas vidas, suas aventuras, seus romances, porém nunca se esqueceram um do outro e no íntimo assim como ele esperava voltar a, pelo menos, -la um dia, ela também o esperava, mesmo sabendo que ele poderia nunca mais voltar, só que nenhum dos dois perdeu as esperanças. Quando Debby viu Joe, este de barba e cabelo enorme, ela chorou. A Debby já com um doutorado ou estudando para tal e Joe antes colega da mesma faculdade agora um vagabundo, porém com um conhecimento que supera qualquer faculdade; Debby com sua roupa de grifee na moda correndo para abraçar um vagabundo com suas roupas rasgadas e sujas e fedendo a suor; ela não se importa, ele voltou...!

A vida é assim! A vida é a maior aventura que temos! A vida é um romance com inicio, meio e fim e a maior aventura é viver este romance desde o começo sempre acreditando, sempre tendo esperanças, sempre tendo fé, tanto em si mesmo, como no outro.

O Homem Apaixonado

Aí o homem apaixonado conhece uma garota, vê os problemas dela, decide esperar e trocando fidelidade entre ambos...; quando ele pensa que ela poderia sentir mais alguma coisa por ele além de amizade mesmo ela dizendo que ainda se sente magoada para entrar num novo relacionamento, ela diz que é melhor só serem amigos, assim do nada. Mas com certeza já sentiu a intenção do homem apaixonado e ele, mesmo em tom de brincadeira, dizia que a esperaria até ela se curar de seu coração magoado, porem ela já deu o ultimato e a relação que havia se torna constrangedora para ambos. Uma amizade ainda em construção, como um terremoto destruiu o alicerce ainda em construção.
O homem apaixonado esperaria por ela e estava tendo paciencia e mostrando confiança para ela, mas uma palavra destói aquilo que em uma frase se fez e já era. Nem ele e nem ela, um constrangido por fazer ela pensar que poderia está apressando as coisas e a outra apenas se fechando para novas oportunidades.
O homem apaixonado chora e ver suas chances para tomar uma nova decisão irem por água abaixo. Porém ele não tem nada com o que se segure em um só canto em um só lá. Ele ficaria por ela, tentaria ajuda-la a superar todos os seus problemas; seria amigo, irmão, amante, marido, alma gêmea. Poém ele pensa se houver destino um dia a encontrará de novo e desta vez ela também perceberá que a vida dos dois eram para serem unidas e ela o abraçará e dirá que sentiu muito, que sentiu saudades do enorme afeto que já sentia por ele mesmo em pouco tempo de convívio. Ele apenas dirá:

- O importante é o agora. O que aconteceu no passado está no passado. Há motivos para tudo, se não ficamos juntos antes porque não era pra ser. Teríamos que ter nossas proprias vidas, nossos fracassos e vitórias, nossa independecia. Aquilo que tem que ser, será mesmo que demore! Se a encontrei depois de tanto tempo é porque tinha que te encontrar, mas ningém sabe o que seremos amanhã mesmo que possamos programar a nossa vida toda. Apenas sejamos felizes!

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Invencível

“Da noite que me cobre,
Negra como um poço de alto a baixo,
Agradeço quaisquer deuses que existam
Pela minha alma inconquistável. Na garra cruel da circunstância
Eu não recuei nem gritei.
Sob os golpes do acaso
Minha cabeça está sangrenta, mas ereta. Além, deste lugar de fúria e lágrimas
Só o eminente horror matizado,
E, contudo a ameaça dos anos me
Encontra e encontrar-me-á, sem temor. Não importa a estreiteza do portão,
Quão cheio de castigos o pergaminho (Caminho),
Sou o dono do meu destino:
Sou o capitão da minha alma”.

(Trad. de Luís Eusébio. Adaptação Maria Machado)



Invictus (Invencível) – Poesia [William Ernest Henley (1849-1903)]



domingo, 23 de outubro de 2011

Si Mesmo


As coisas são assim, maior sufoco e desesperado quando o prazo que fora, um dia, dado está prestes a chegar ao final. Poderia haver salvação ou uma esperança de que algo pudesse mudar a presente situação, mas a vida é assim. Melhor que podemos fazer é nos readaptar à nova condição, claro que o pensamento do que poderia ter acontecido vai sempre inculcando na cabeça. Mas fazer o que?
A vida em si é imprevisível, mas não é difícil como muitos podem pensar. Por mais estranho a dificuldade está na previsibilidade da vida do individuo. Ele, a gente se programa todo, tudo na mais perfeita ordenação, e na jornada a vida lhe praga peças. Se o individuo não fosse tão previsível não pensaria na dificuldade que a vida imprevisivel lhe causou. Porque a dificuldade está na gente e por isso por achar que aquilo que programou não pode dar errado, quando acontece algo acha que a vida é difícil sendo que o que é difícil é se fazer algo sem sofrer nenhum dano, ou como é o caso, nenhuma imprevisibilidade.
"Carpe Diem", o que vier é lucro, apenas viver o dia de hoje. Quem segue assim não sente a dificuldade falseada da vida pois sabe da imprevisibilidade da mesma.
Mas é bom pensar naquilo que poderia ter acontecido se não achássemos a vida tão difícil, pois eu admito que também acho a vida dificílima mas sei que a dificuldade está apenas na vida individual por sermos tão programáveis, por assim dizer.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

ALEATÓRIO


Ouvir de um amigo que ouviu do irmão de um outro amigo que por sua vez ou de um um avô de um primo de quarto grau que já tinha ouvido da mãe dele que
escutou alguém, por alto, comentar a respeito do fato ocorrido.

Foi assim:

O fato ocorreu a algum tempo de um dia qualquer e numa hora que ninguém sabe ao certo que hora foi, mas de fato há um juramento entre as testemunhas oculares de que tal fato aconteceu e eles dizem que têm documentos para comprovar e que comparando estes documentos com seus similares, isto é, um dos outros das testemunhas presentes, eles batem na cronologia próxima, já que
ninguém sabe a hora exata, mas de fato, mostra uma certa igualdade, por assim dizer, entre os vários documentos registrados . Portanto, verdadeiros ou não, legítimos ou não, o interessante é a história da coisa, mesmo não sendo lá estas coisas de verdadeiras.
Assim diz que há muito tempo se fez o ocorrido e que com isso o rumo das coisas não mudaram muita coisa, mas poderia ter mudado algo se alguma coisa a mais ou coisa nenhuma, muito menos de menos tivesse acontecido, só que aconteceu e ficou na média ou
neutro como falam, ou mais, em cima do muro como falam os da teoria da conspiração; muitos dizem se o fato não tivesse ficado em cima do muro; quando aconteceu a história poderia ter sido outra em vez de não ser nada, apenas uma coisa interessante; pelo fato de ser interessante já é alguma coisa por isso ninguém liga se o que aconteceu poderia ter sido melhor ou pior do que realmente aconteceu, apenas aconteceu e é só isso que importa.
O fato é que aconteceu e mesmo não sendo de grande valor fundamentalista, foi uma coisa de
importância extraordinário e é isso que vale e que fazer a história se perpetuar na boa daqueles que gosta de uma boa lenda pra por no imaginário daquele que gosta de sonhar!

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Os Três Tempos


Era uma vez o Ontem, só que ele não gostava de ser ontem, porque sempre começava com "era", isto é, passado. Ele queria ser o "será" que é o futuro e que é algo imprevisivel ainda por não se saber como será o amanhã; aliás, ele sentia inveja do Amanhã por ser o mais esperado por todos, o mais cutuado, o mais venerado, o mais esperançoso.
Era até penoso como Ontem olhava Amanhã cheio de tristeza por ele, o Ontem, ser motivo de humilhação, de tristeza e até de uma glória passada o que gerava tristeza por causa que se tornava nostálgico; o Ontem era apenas uma lembrança e mesmo sendo lembranças boas se revestia por tristezas amarguradas por não voltarem mais, assim o Ontem sempre acabava por se tornar um vilão enquanto o Amanhã tava mais pra herói.
Só que Amanhã também andava muito preocupado, porque sempre esperavam muito dele, muitas vezes jogavam toda a esperança de uma vida em cima dele. Amanhã invejava Ontem por ele ser dono do passado guardando as lembranças mesmo elas não sendo tão boas, mas era história e era importante para a evolução num amanhã e assim vinha mais pressão porque muitas vezes o amanhã chegava a esperança se esvaia e descobria que os erros continuavam a ser os mesmos e isso os frustravam muito, além do próprio Amanhã que se entristecia por eles não terem conseguido aprender com os erros do passado e jogado para o futuro uma esperança que eles pensavam que viria sem fazerem nada para acontecer.
A melhor posição era do Hoje, é do Hoje, pois ele vive o momento sem se preocupar com o amanhã e o ontem apenas com o hoje; sem preocupações nem nada que o atormentasse. Se acontecesse algo de errado quem ia sofrer as consequencias não seria o hoje mas o ontem por ser passado, então Hoje sorria, ria e gargalhava dos outro dois; ele não se importava com o antes ou o depois apenas o que estava fazendo agora e só!

domingo, 16 de outubro de 2011

Sem Tempo

O que mais quero é viver em paz
Mas paz eu não tenho mais
Isso me deixa inquieto
Sem perspectiva de vida
Mas ainda há esperança

Eu me sinto sozinho
Eu não tenho paz
O que me leva a crer
Que o meu tempo está acabando
E não saberei o que fazer.




(17/10/2004)

sábado, 15 de outubro de 2011

O que parece ser não é

Por que o que mais quero é sempre o mais dificil...?
Eu quero um amor perfeito
Um romance de novela
Viver feliz para sempre
Mas isso não passa de mentiras
O amor não existe
Nada é perfeito
O para sempre, sempre acaba
A felicidade é superficial
Nada é como deveria ser
É sempre mais dificil viver
É sempre mais dificil ser feliz
Para isso precisa de motivos
E não me vem nenhum
Então, por que rir se é mais facil ficar triste?
Foi o que eu respondir para alguém que não deveria responder
Sim, tentar
Mas não consegui
A tristeza foi dominadora
E agora sofro mais que nunca
Poderia ser feliz ao menos nesse dia
Já que tinha um motivo
Poré desfiz o que poderia dar a felicidade.




(27/09/2004)

sábado, 8 de outubro de 2011

Eu Sinto


* Como todos, eu sinto
Eu sinto, como todos
Pensei que já não sentia
Não sentia nem o meu pensamento
Não sentia nem o vento tocando a minha pele
Como todos, eu sinto
Mas sinto mais que todos
Porém sinto diferente de todos
É estranho sentir e não sentir
Afinal sou um animal qualquer que chora,
Que clama, que lamenta, que senti
Eu sinto
E por sentir, eu choro
Choro por você
Choro por mim
Choro por nós
Choro pelo passado que passou
Choro pelo presente que virará passado
Choro por minha
infância que não voltará
Choro por cada dia está mais velho que o dia que passou
Choro por cada lágrima que a natureza solta em dias de chuva
Choro pelos inocentes que morrem antes do tempo
Afinal, eu sinto!





* é de minha autoria.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

ROCK IN RIO


Uma coisa pra quem diz que Rock in Rio tem que ser um festival de rock e não de musica em geral. Se fosse assim, também não teria Metalica, Sistem of Down, Slipknot...; porque estes que citei entram na categoria Metal (New Metal, Heavy Metal e lá vai). É a mesma comparação já que axé não é rock, pop não é rock e Metal também não é rock. O pecado foi na escolha do nome do festival. Mas o que o rock é? O rock é uma mistura de ritmos, se não tivéssemos o blues e músicas afro, pelo que eu me lembre foi desta mistura que o rock surgiu.
O rock representa a mistura dos ritmos, dos sons dos mil tons. Nas distorções de
guitarras a batidas do blues, misturando ritmos, experimentando sons.
O ROCK
IN RIO foi criado com o intuito dos primeiros sons do rock quando era tudo experimentado quando tudo fazia parte de uma mistura assim fazendo um novo som. O festival é de música e de ROCK, da mistura dos ritmos fazendo apenas um som, a música que todo o mundo escuta. Afinal, rock é música e não é só um ritmo, uma única definição, um rótulo, o rock é o que define a música em si. Sempre na mesma tecla: é a mistura de todas as músicas. Por que, então, nos ater a um rótulo de embalagem?
Desde que foi criado o ROCK
IN RIO sempre foi um E-VEN-TO de música, Já passaram Baby Consuelo, Carlinhos Brown, Elton John só para citar alguns e estes passam longe do rótulo do rock. ROCK IN RIO é rock, é um festival de rock e como rock vemos as várias misturas de sons, deste o Axé Music até o mais pesado dos sons, o Black Metal.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Fronteiras do Universo


Deus somos nós mesmos, cada indivíduo, cada matéria, cada átomo. Não é uma igreja ou doutrina religiosa, é apenas o EU, o SER, a consciência de si. Uma pedra é uma pedra, assim como você é você e eu sou eu. Viemos da natureza das coisas e voltamos a elas, nosso pensamento é cada átomo em cada ser.
Quem nunca imaginou em querer consertar um erro ou pensou que deveria ter seguido por um outro caminho e não
naquele que se encontrava, ou nas várias possibilidades que sua vida teve pelo caminho? Alguém já ter imaginado em viajar através de universos paralelos e ver como seria o planeta em outras várias possibilidades da evolução?
A trilogia FRONTEIRAS DO UNIVERSO leva a quem ler pelo universo imaginativo dentro de si, a imaginar todas as possibilidade até em decisões individuais e também a questionamento a cerca de religião e das instituições que ao seu modo oprimem a liberdade de pensar por si só.
A trilogia começa a contar as aventuras de
Lyra, uma garota em um universo igual e diferente do nosso. Neste primeiro livro - A Bússola de Ouro - é contada que a menina tem uma profecia a seguir e que ela é importante. O livro acaba ela entrando em nosso universo através de um portal que o tio dela abriu no Ártico; O segundo livro - A Faca Sutil - começa contando a estória de Will e sua luta em proteger a mãe do perigo até ele encontrar uma fenda vendo uma gata atravessar esta fenda que ia para um outro universo/mundo. E na fronteira entre o mundo de Lyra e do de Will, eles se encontram, descobrindo-se ligados e encontram neste novo mundo para os dois uma faca capaz de fazer fendas para mundos diferentes. Este livro termina com Will tendo um breve encontro com pai e morte do mesmo através de uma feiticeira rancorosa e com Lyra raptada pela mãe dela.
Aqui separo o parágrafo para dar mais ênfase ao terceiro livro - A Luneta Âmbar - que, por mim, é uma
epopeia ou no mais da grandiosidade do livro, uma odisseia. Nele Will reencontra Lyra e a salva das mãos agora não tão malévolas da mãe que ao saber que a igreja queria sua filha morta por conta da profecia. Ela mostra amar a filha só que com tantas maldades que fizera antes ninguém acreditava na boa vontade dela, sendo a última vez que ela viu Lyra. Neste livro a partir deste momento se começa a odesséia através dos universos em busca ao seu derradeiro fim, quando se cumpria a profecia e ao sacrifício de pensar por si e por todos.
A Luneta Âmbar apresenta a interminável guerra entre o conhecimento
contra a ignorancia. A ignorância era o que a igreja pregava controlando seus servidores, pondo um falso conhecimento através de crenças que o deixavam idiotas perante a vastidão do universo. A igreja era o que ditava o mundo de Lyra e de certo modo o de Will que é o nosso, também. Já o conhecimento era a capacidade de escolha...; nisso se fez a guerra contra a autoridade, os ditos anjos rebeldes eram os que queriam dar conhecimento na evolução dos seres viventes e foram banidos por "Deus" que queria ter seu rebanho, seu gado em seu controle. A serpente que tentou Eva no paraíso nada mais era que um anjo oferecendo a ela o conhecimento.
O futuro é a gente quem faz, o reino dos céus está em nós mesmos e devemos construi-lo com o nosso esforço, é nisso que está a moral, a lição que o autor quer nos passar. Uma outra coisa é a passagem da vida infantil para a vida adulta, o conhecimento está no adulto enquanto na criança por não ter a
personalidade formada ( o que é mostrado através de dimons, animais toteminos que sempre mudavam até chegar a vida adulta quando tinha uma forma definitiva). Então a criança seria a base da ignorância e assim mais propícia a ser "evangelizada", propriamente dito, e quando chegasse à vida adulta seria apenas mais um ser manipulado ou que desconhecesse a verdade diante da igreja, Deus não existe em si, é apenas uma criação e o reino dos céus ou a república dos céus somos nós que fazemos aonde nós estamos ou estaremos.
No final
Lyra é tentada ao se descobrir crescendo e encontrando no Will, seu parceiro de viagem entre mundos em universo paralelos, a pessoa que gostaria de dar seu coração, porém ela tinha uma decisão: viver este amor ou apenas te-lo na lembrança, já que ambos eram de mundos distintos e não aguentariam ter uma vida plena cada um afastado de seu próprio universo. Não poderiam continuar viajando de um mundo a outro, isso traria consequencias que por séculos foram se acumulando através dos espectros (seres fantamagóricos que vinham do nada, é o nada mesmo que é chamado de abismo na estória ocorrido por fissura nos cortes entre mundos e consumiam as pessoas) e as fendas teriam que ser fechadas para sempre. Mas mesmo sem se verem tanto Will como Lyra nunca esqueceriam um do outro mesmo vivendo e amando distintamente um do outro. Decisões requer sacrifícios. Tanto ela como ele poderia viver juntos, mas isso teria consequencias...!
Uma verdadeira odisseia que mistura conceitos religiosos e científicos; a transição da vida de criança para a vida madura
atraves do conhecimento e de novas experiências; a perda da inocência...; Uma trilogia que envolve e muito mais no seu terceiro livro, não quero desprivilegiar os outros dois estes também são envolventes, mas no A LUNETA ÂMBAR o leitor é capaz de se envolver de um jeito emocionou a questionar em seu íntimo o seu verdadeiro ser e as suas escolhas. Só saberá quem ler!

domingo, 2 de outubro de 2011

Andarilho


Ele andava, não precisava saber aonde ia, apenas andava. Se ali tinha ladrões, acolá tinha um milhionario distribuindo dinheiro, não importava. Ele saiu e os outro viram ele sair, pensaram que iria voltar, só que a ideia não era esta, nem ele sabia qual era a ideia. Mas o bom na vida é a sua imprevisibilidade. Por mais que queiramos ser previsíveis, prever cada movimento, sempre acontece algo que não estava nos planos. Este momento era um deles. Todos pensaram que ele iria voltar, os olhos encheram de lágrimas tanto de que ficava como de quem ia. Porém não poderia mostrar-se fraco e acabar voltando, teria que se provar, andar com os próprios pés, mesmo que o futuro seja apenas um caminho nublado sem saber a direção ou o caminho que está tomando. Quando estava parado ele sabia o seu caminho, que direção tomar, é o normal da dita civlização humana, do sedentarismo que se tornou a espécie humana. Só que ele não queria ficar parado, tinha que fazer algo. Agora andava sem direção e em todas as direções possíveis. Era uma sensação boa de liberdade e pureza, pois não se sentiu mais corrumpido pelo SISTEMA e as instituições que o formava. Não sabia se conseguiria sobreviver já que fora sempre domesticado, desde que nasceu uma vida doméstica, ele pensava que a necessidade iria prevalecer quando se tratasse de sobreviver, afinal ele também era um animal mesmo que os seres humanos rejeitarem esta denominação classificatória para o ser que sua espécie era. A vida agora o ensinaria, seria sua mestra, sua tutora, sua professora.
E ele apenas andava porque era um andarilho.

Travessia


A travessia era escorregadia e lamacenta, mas teria que atravessar, essa proeza dependia de como as coisas voltariam a ser normais olhando por um ponto de vista normal. Só sei que teria que atravessar, era como um ritual de passagem. Não sei bem como entrei nessa só sei que fui andando e de repente me deparei com esta travessia perigosa e mortal e me deu uma vontade louca de atravessar de me provar, de mostrar que eu posso que eu não tenho medo, que eu sou forte. Parece muito mesquinho de minha parte, um ato de puro egoísmo, mas temos que fazer as coisas para nós mesmos de vez enquanto, nos pôr em risco e conseguirmos ser heróis de nós mesmos.
A travessia é só uma parte de nossa jornada, enfrentaremos perigos mais ferozes que apenas uma travessia que olhando detalhadamente agora nem parece ser tão perigosa assim.
Nem sei porque me declaro desta minha proeza. Fato que quando dizemos que vamos fazer algo pra alguém é porque quer que o outro o impeça ou somente pelo fato de chamar atenção e querer que alguém o ajude, que a verdadeira ajuda seria incentivando a pessoa em questão. E daí se ela disse que vai se matar ou matar alguém? O melhor seria dizer que tudo bem, que já avisou e que tem total apoio, mesmo que a pessoa que se queira matar seja a pessoa que está contando e que o está apoiando. Certo, se eu atravessar a travessia contarei como foi ou não.

sábado, 1 de outubro de 2011

O Espadachim


... e então ele pegou sua espada caida de seu lado e com a lâmina partida lamentando-se por isso; mais adiante pegou a lâmina e juntamente com o que sobrou da espada pôs na bainha. Iria tentar uma forja reparatória depois. Ele olhou para o céu e sentiu os primeiro pingos de chuva cair em seu rosto e começou a andar parando em frente ao corpo todo ensanguentado, lamentava ter tido que matar, mas era matar ou morrer. A luta tinha sido dura e bem difícil, a um certo momento a sua espada se partira e ele pensou que estava tudo perdido, só que o seu inimigo cometeu um erro fatal, distraindo-se vangloriando com a vantagem que agora tinha. Nessa distração ele pegou a espada partida e jogou nele, no momento que estava fazendo o esforço de desviar ele apareceu bem em sua frente com a ponta da lâmina da espada e enfiou no pescoço do outro duelista, depois soltando a lâmina e caindo alguns metros afastado de seu oponente, enquanto este agonizava com o sangue escorrendo pelo pescoço até que o esforço de respirar não significava mais nada, era apenas um corpo agora que mais tarde iria servir de alimento para os abutres.
Então ele olhou o corpo de seu oponente dando um sorriso ao pensar que este tinha sido seu mais forte lutador e que pensou que iria mesmo ser derrotado. Mas o espadachim estava cansado desta vida, queria calmaria e viver sossegado no cantinho dele. Ele já estava cansado de tantas lutas, de sempre ser desafiado pela glória que poderia dar ao outro, caso este outro o derrotasse. Ele estava cansado de matar, mas não ia deixar que outros o matassem por motivos tão banais, por isso que continuava lutando apesar de não gostar. Mesmo que não chegasse a matar seus oponentes, estes como não aceitava a derrota se matavam.
O espadachim via a água da chuva limpando o corpo, limpando o solo do sangue derramado. Ele pega sua trouxinha que carregava na hora que fora abordado pelo duelista. A trouxa estava toda molhada, mas não importava, depois colocaria para secar.
A chuva já estava cessando e o sol não tardaria a aperecer na hora quem estivesse se pondo, notou que uns animais carniceiros já farejavam a carne que começava a ficar podre daquele corpo que há mais ou menos uma hora estava vivo. O espadachim logo depois de tê-lo matado também pensou que iria morrer já que estava muito ferido e quando desmaiou debaixo de um sol ainda quente talvez não conseguisse acordar e até que gostou da ideia de não acordar até que acordou com o céu já escurecendo e cheia de nuvens.
Agora aquele local era passado, ele tentaria se esconder para não ser abordado por outro idiota querendo se mostrar valente e ter um pouco de fama. Ele, o espadachim, saiu andando sem olhar para trás, mas sabia que ao se distanciar o corpo estava sendo dilacerado pelos carniceiros. Agora era seguir em frente e ir para um lugar onde fosse esquecido e que pudesse viver sua vida sossegada e solitária.