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sexta-feira, 11 de março de 2016

Final Alternativo (parte II)

No dia seguinte ele pega o ônibus pela manhã que iria a cidade dela. Depois de meses que mais parecia anos ele iria encontrá-la. "O que será que aconteceu para ela me procurar depois de tanto tempo? Será que ela me ama mesmo, provando ser verdade o sentimento que ela sentia por mim?" A cabeça dele se encheu de perguntas e possibilidades do que poderia ter acontecido. Mas sempre fora assim com ele, sempre rolava uma perspectiva com o surgimento de possibilidades e o enchia de ansiedade o que fazia aumentar a adrenalina, o nervosismo e os "SEs". " E o que foi aquilo de 'desculpa' no final da ligação? Ela também parecia triste e angustiada pela voz." - ele não parava de pensar.
Umas 11 da manhã ele já estava desembarcando na cidadezinha do interior e a viu sentada num banco da praça debaixo de uma árvore que fazia sombra.
"Tá tão linda!" - foi a primeira coisa que ele falou ao se aproximar. Ela olhou pra ele, deu um sorriso, um tipo de sorriso de quem tinha passado por muita coisa e que a fez amadurecer mesmo que as experiências tenham sido amargas. Ela se levantou e o abraçou, ele depois dando um beijo na testa dela como sempre fazia e depois voltaram a se sentar.
"Desculpe ter te ligado ontem tão tarde, mas precisava de alguém..." - houve um momento de pausa fazendo ele refletir no que ela havia dito e pensar que ele teria sido só uma opção, só mais um, mas ele não queria iniciar uma discussão por pensar que só era mais um na vida dela, afinal todas as discussões que ele tinha com ela e que fez se afastar e, finalmente, terminar aconteceu por causa de algo assim, dele pensar que era só era mais um na vida dele, achar que ela não o priorizava como namorado e amor da vida dela como ela gostava de declarar pra ele..., mas mesmo que tenha tido algum descontentamento por ter sido uma opção ele não queria iniciar uma discussão, ele via que ela estava triste e precisava de um amigo, uma apoio. A pausa durou uns dois minutos, ela respirou fundo e voltou a falar: "Eu o conheço, sei que pensou que chamei você aleatoriamente, talvez como última opção, não foi isso, você foi a primeira pessoa em que pensei, os outros são os outros, mas você é especial. Eu o chamei porque queria você aqui, ver você, sentir seu toque, seu sentimento por mim. Você ainda é importante e sempre foi, mas você sabe porque tivemos que nos afastar..." - ele a interrompe tapando os lábios dela com o dedo indicador, depois deu outro beijo em sua testa e começou a olhar o rosto dela, sorrindo. Ela também tentou ri, mas lágrimas começaram a molhar seu rosto. Seus olhos eram olhos de tristeza, de dor, lamentação e mesmo soluçando ela desabafou: "por que tivemos de nos afastar? Por que não te dei outra chance quando você, mais uma vez se mostrou arrependido? Por que você teve de fazer aquilo? Eu tive medo mesmo tentada a voltar, mas também parecia que o magoado era você despejando raiva, rancor, desespero, isso também influenciava a não voltar naquele momento. Mas me desculpa, sentir muito a sua falta!" - ela o abraçou forte chorando muito.

quarta-feira, 9 de março de 2016

Final Alternativo (parte I)

Acabou e foi tudo por culpa dele. Ele não quis ela de verdade, desprezava-a, ignorava-a, mas ela estava sempre com ele, apoiando-o e tendo paciência com ele. Mas uma hora a paciência acaba e a pessoa se cansa. "Não dá mais!" - ela falou.
Nessa hora ele percebe o que sentia por ela e começa a valorizar o que ela sentiu por ele, a refletir toda a barra que ela enfrentou por ele para ser notada e também correspondida.
Discussão vem e vão e a cada vez ela se distanciava mais dele, enquanto ele começava a expôr aquilo que sempre sentiu mas por medo nunca declarou a ela. Ela já tava com outro e ele sabia que ela não era de ficar sozinha. "Devemos ter novas experiências. Eu amo você de verdade, tive paciência, falava que por você eu faria tudo e você não deu importância. Precisamos deste tempo e ter outros relacionamentos e se for de verdade o que você fala o que sinto, então possamos voltar a nos encontrar mais a frente e você mesmo disse que se isso aconteceu agora era porque não era pra ser, pelo menos por agora."
E cada um foi para um lado. Ele queria pensar que mesmo com outro ela tenha ficado muito sentida e também acreditava que voltariam a se encontrar para ter um novo começo.
Ele teve de superar e tentar seguir em frente. No começo ele chorou muito e ficou imaginando ela com o outro que, finalmente a teria toda para ela. Ele sempre falou que o outro só tinha obsessão por ela e por ter bens havia uma vantagem. De raiva chamou ela de interesseira, foi uma de suas brigas...
Mas os meses foi passando, ele teve algumas entrevistas de emprego e conseguiu a aprovação pra ganhar dinheiro com vídeos e textos na internet.
Ele sempre pensava nela e nos meses que passou não ficou com mulher nenhuma, mas ele não tinha interesse, não queria cometer os mesmos erros e nem sofrer a mesma coisa que já sofreu tantas vezes antes, até que em um sábado ela liga para ele. Claro que ele ficou esperançoso e curioso.
"Oi! Você poderia me encontrar aqui? Tô  na casa da minha mãe, poderia vir?" - ela fala sem arrodeios. "Quando chegar aqui a gente conversa. Vou dizer a minha mãe que você vem! Posso confirmar?"
"Po-pode, Pode sim!" - confirma ele. "Amanhã de manhã pego o ônibus pra aí!" - ele escuta um baixo, mas sonoro "obrigado" e um "desculpa" quase como em um cochicho e desliga o telefone. Ele logo de imediato começa a arrumar a mala e imaginando o que seria o conteúdo da conversa.

quinta-feira, 3 de março de 2016

O Caminho até aqui

Poderia ter sido tudo diferente: relacionamento, conversas, consequências.
Consequências! Consequências precisam de causas para ter os seus relativos efeitos. Sempre acontece coisas que nos fazem perder nossa rota, sair da trilha ou, simplesmente, mudar de direção. Consequências! E estas marcam. Mas podemos dizer que é destino assim, também, a capacidade de superá-los, afinal, no caminho poderá haver buracos dos quais podemos tropeçar ou cair. Devemos nos levantar, erguer a cabeça e seguir em frente, por mais dura que seja a queda, por mais difícil o obstáculo.
Destino continuar tentando algo que não deu certo? Acreditar em infinitas chances? Que algo possa ser verdadeiro mesmo sempre dando errado? O que faz tentar? É a fé! A esperança! Então eu continuo e vou continuar, porque não depende de mim somente acreditar quando que envolve outra pessoa. Pode ter mudado várias coisas, ser diferente, podemos até nos machucar dinovo, mas se acreditamos um no outro podemos sempre continuar tentando porque, no final, dará certo e depois apenas, como acontece com velhas lembranças, perderemo-nos em nostalgia e risos das aventuras e desventuras que vivemos.