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segunda-feira, 30 de maio de 2011

Retalhos de uma Lembrança - parte 2


13.
Ele escutou ela dizer que tinha medo que o amor que eles sentiam um pelo outro só fosse amor de irmãos. Ambos sentiam algo muito forte entre eles, mas duvidavam da força deste sentir, só que um era a força do outro e se sentiam fracos só de pensar em si separarem. Mesmo quando ela foi fazer intercâmbio no exterior, trocavam cartas, dezenas por mês e nas palavras tinha a essência de cada um. Palavras que viam do coração!

14.
O público que assistia aqueles dois atuando o papel de suas vidas estava ávida por ver a mulher - quando começou negando o homem em seu pedido - a humilhá-lo, com desprezo. As feministas estavam a apoiar a mulher em sua supremancia ao sexo masculino que o homem ali representava. Porem ao ver a reviravolta do embate entre os dois atores, tanto as feministas como uma parte do público em geral, começou a dissipar.

15.
Voltando a olhar a fotografia. Via o seu rosto, seus cabelos, aquele olhar de feiticeira que ela tinha. Ele sente lágrimas sair de seus olhos e pecorrer a parte limpa de seu rosto até chegar na parte suja, que seria a barba já branqueada pelo tempo. Lembra ele que gostava quando ela mexia o cabelo com as mãos tentando arrumá-lo ou tirá-lo do rosto depois parava para olhar-lhe e sorria, um sorriso que lhe chegava na alma.

16.
Era um sorriso puro contagiante. Aqueles olhos a penetrar o interior da pessoa a quem ela estimava. Naquele dia daquele ano há alguns anos atrás, ele não ligava se o público já estava deixando o teatro da vida, o importante era o espetáculo continuar e os seres que estão em cima do palco mostrarem o seu trabalho mesmo que só tenha o ar assistindo. A própria natureza já era testemunha, o que os homens fazem é apenas rotular.

17.
Há certos tipos de sentimentos que não podem ser substituidos, é algo forte, uma saudade profunda. O verdadeiro amor é único e particular. Só se ama, verdadeiramente, uma vez e é para sempre. Mesmo encontrando outras garotas em sua jornada, nenhuma delas iriam suprir aquilo que o verdadeiro amor é capaz. Ele põe sua mão direita no peito esquerdo, fecha os olhos e deixa as lágrimas cairem.

18.
Após adormecer alguns minutos onde ele sonhou, por instantes, que tinha voltado ao dia que conheceu ela. Ao abrir os olhos ele volta..., pega a fotografia, abri o porta retratos e ler, mais uma vez de tantas, aquilo que está escrito: "Ao meu adorado ...o*, uma lembrança minha e nunca me esqueça, porque eu sou parte de você, assim como você é dono do meu coração, mas não se feche por minha causa. Te amo! Ass.: Sua querida amada."

19.
A fotografia é a última lembrança que ele tem de ...a*. Ele ver mais uma vez a fotografia: a forma joven da moça figurada naquele papel fotográfico, perpetuando uma beleza eterna e felicidade incondicional, apesar do momento que fora tirada a foto. Ela era assim, nunca se deixava abater por mais dura e cansativa fosse o obstáculo, era sempre alegre e feliz e sempre o incentivava em seus projetos.

20.
Como já fora mencionado, um era a força do outro e ela o ajudava muito em seus projetos apesar dele sempre duvidar do seu eu próprio, se não fosse por ela ele já teria desistido até da própria vida e por ela e para ela que ele vivia mesmo quando não tinha mais em sua presença, pelo menos concretamente, em matéria, já que no espiritual ele conseguia senti-la e isso o dava forças para continuar e ajudar a outros "sensíveis".

21.
Tudo é dado a formas, podendo ser mal feita ou bem feita. Tudo é figurado em um tipo de formação, tendo o fato de descrição da matéria. Até o que não existe tem forma, já que o vázio é formado pelo nada...;Quando ele lembrava dela, foi dito que uma lágrima caia pelo rosto e chegava na barba...;A perfeição está apenas no pensamento! Ele questionava muito sobre essas coisas com ela e ela gostava de ouvir este seu lado lunático.

22.
Para tudo há sempre um motivo! Se algo acontece em determinado momento, há a pergunta: Por que só acontecer agora e não antes ou depois? Depende da disponibilidade do acontecimento possivel. Tem que ter toda uma exatidão pra que as coisas aconteçam como um "efeito dominó"...; Por que ele começou a lembrar de um determinado momento com ela? Poderia ser qualquer momento, mas foi exclusivamente aquele o seu foco memoravel.

23.
Ele sorri para si mesmo, um sorriso calmo e sincero; um sorriso honesto, aquele que chama atenção por ser de tão genuino que há a vontade de, mesmo uma pessoa passando por um dia de lixo e que não teria nenhum motivo para sorrir, com o sorriso que ele deu até esta pessoa gelada ao zero absoluto, seria capaz de derreter já que o sorriso seria, assim, uma supernova. Rindo, ele fecha os olhos e diz: "Agora falta pouco!"

24.
Um garoto está sentado em um canto vendo os outros garotos que brincam...; Está meio desanimado, meio triste e meio sozinho. "- Vc acredita em almas gêmeas?". O garoto olha para trás pra ver de onde vinha a voz que lhe falava, vendo uma garota que lhe sorrir e ele sorrindo de volta, responde: "Sim!". Anos depois ele vê a mesma garotinha chamando-o...; O corpo não tem mais importancia e as almas mais uma vez se tornam uma!



FIM



(*): última letra do nome das personagens, designando se é masculino ou feminino.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Entrevista Anfitriã

por Átus Arthur Âncora

Âncora: Direto dos estudios do "Boa Noite, Cidadão" vamos entrevistar o nosso irreverente e sempre alegre, apesar dos pesares do mundo afora. Uma Boa noite caro amigo Sacaba!

Sacana: Boa noite A.A.Âncora! Estou muito feliz pelo convite de está aqui.

Âncora: Obrigado pela sua disponibilidade. Para começar a entrevista pode nos dizer seu nome completo? (lanço um sorriso de malícia).

Sacana: Bem..., (meio constrangido, mas sem tirar o riso ironico da cara).Sei que o senhor deve achar um pouco de graça, até eu faço piada do meu próprio nome. Então, lá vai, meu nome é: João José Maria de Almeira Silveira da Lima Souza e Silva Lisboa Figueredo Nunes Da Cunha Barboza Gomes Góes dos Santos Arthur Sacana.

Âncora: Quer dizer que o senhor tem Sacana mesmo no nome?

Sacana: Sim! Na verdade o nome é de descendencia estadunidense, pra quem não sabe é aquele que vive nos Estados Unidos. Aí quando meus antepassado, digo, meu bisavô veio aqui pro Brasil, eles traduziram o nome que acabou sendo Sacana, na tradução literal e, mesmo assim eles registraram em cartório.

Âncora: Interessante a história do nome. Então, como bem sabe houve uma mudança relativa de ares, antes o senhor era um ícone em ascessão no twitter e agora se encontra no facebook. Por que esta mudança?

Sacana: Serei sincero! O facebook tem mais espaço, não digo midiático, já que o twitter ainda é uma enorme fonte mobilizatória, tanto que as revoltas que teve nos países árabes no começo deste ano (2011) e, mesmo, no final do ano passado (2010) se deu pela divulgação chamando o povo para uma mobilização pública pelo twitter. Sem falar que os jovens ainda preferem o twitter para fazer "convites" e "reuniões" em prassa pública. Dá até saudade dos anos 60 e 70 e anos 30 também, com a famosa marcha tenentista do 18 do Forte, super conhecido na história recente do Brasil. Os jovens 60 e 70 faziam o movimento do "paz e amor", naquele tempo não tinha essas redes sociais, mesmo assim tava todo o mundo na rua, sem pudor, sem vergonha, mostrando seus ideais, mesmo que só fosse para ficar chapado e fazendo "amor" orgiático. Mesmo assim apoio o que os jovens de hoje tão fazendo, principalmente, depois de um intervalo de puro ostracismo em que se conformavam com tudo. No facebook a divulgação é maior apesar que no twitter tem maior numero de acesso.Por isso mudei, posso dizer, mudamos de ares, porque aqui no "face" podemos mostrar que queremos sem tantos limites como é no twitter.

Âncora: Nossa! Enrolou tanto sobre a pergunta, indo para o meio social enquanto que a resposta, no final de sua fala, foi simples; O senhor falou de ideologia quando citou os jovens rebeldes de outrora. Eu soube por fontes que o senhor tem certos conhecimentos em ciências sociais, seja sociologia ou ciência política. O que quero saber é o que o senhor pensa sobre os jovens de hoje.

Sacana: Não penso nada. Eles (os jovens) entram em uma universidade, principalmente na área das cências humanas e se acham intelectuais, começam a ler Karl Marx e ficam contra o capitalismo, entram em um partido de esquerda radical, que é aos montes em universidades federais e se acham o máximo. Na verdade ainda são filhinhos de papai e mamãe que quando aumenta a dificuldade correm para os pais. Aí inventam uma mobilização organizada por um movimento estudantil fracassado onde se discute coisas que eles ainda querem chamar de ideológicos. Porém o que vemos é igual ao Movimento Sem Terra (MST), um bando de miseráveis que ao invés de lutar pelo direito à terra, na Reforma Agrária, eles invadem um terreno em uso e produtivo, destroem a plantação e plantam o que querem ou entram numa assembléia esculhambando tudo. O senhor pode me perguntar com que base eu critico isso tudo, basta observar vendo com os próprios olhos e você verá que o que falo tem um fundo de verdade (ao falar nessa parte Sacana tem lampejos de raiva e indignação). Os jovens de hoje em dia, pelo menos aqui no Brasil estão apenas brincando de jovens que lutavam por algo como na época da ditadura e nas DIRETAS JÁ!, só como exemplo.

Âncora: Muito obrigado pela entrevista ao "Boa Noite, Cidadão", J.J.M.Sacana.

Sacana: Eu que agradeço a oportunidade de me expressar mais abertamente. Quando a gente está noticiando, dificilmente podemos opinar tão abertamente, assim dando a nossa visão sobre as coisas. Obrigado pelo espaço que me foi dado com esta entrevista. Eu acostumado a entrevistar, fui eu o entrevistado. Gostei muito de está do outro lado. Ah, e por favor, tire o M nas chamadas, quando assim acontecer, só deixe o JJ ou apenas reporter Sacana.

Âncora: Certo então, JJ.Sacana e tenha uma boa noite!

Sacana: Boa noite AA.Âncora! E do seu reporter Sacana um BOA NOOOOOOITE, CIDADÃO!
Âncora: (rindo) Esse foi o nosso irreverente reporter JJ.Sacana que não perde a oportunidade de sua deixa. Agora aos meus caros cidadãos, uma ótima noite e fiquem com os anjos. Aqui é AA.Âncora direto dos estúdios de jornalismo "BOA NOITE, CIDADÃO". Sensacionalismo fora de foco!

sábado, 21 de maio de 2011

* Retalhos de uma Lembrança


1. Aí ele chega para a senhorita ...a* pedindo ela em namoro e centenas de pessoas q passam pelo local param para testemunhar este momento. A garota olha para ele, olha para o publico, dinovo pra ele e responde: - Só gosto de você como amigo. Desculpe-me! *: a última letra do nome da garota.

2. "Só gosto de você como amigo. Desculpe-me!" Essa frase ñ lhe saia da cabeça. Ele estava em uma poltrona, num quarto escuro - já era noite, a luz estava apagada. Ao ouvir esta frase por ela como resposta, todos ao redor o olhava, um mendigo chegou pra ele, com a mão direita encostou no ombro esquerdo dele, pelas costas: - É cumpade, ela é muita areia pro seu caminhãozinho. E saiu rindo.

3. De tão aturdido q estava com a resposta ele nem ouviu o comentário do mendigo, só depois q estava sozinho em sua poltrona q ele percebeu q o ruido da boca do mendigo era palavras de gozação para com ele. Porem no momento ele apenas olhava para ela e seus lábios puderam formular a perguntar q sua cabeça já formulara minutos antes: - Por quê?

4.
"Por quê!?" repetiu ela. "Porque somos amigos, eu o considero com irmão, nos conhecemos desde pequeno e ñ nos desgrudamos mais. Pra você eu contava tudo, fazíamos tudo juntos. Nunca imaginei você como homem, você é meu parceiro. Eu o amo, mas ñ deste jeito q vc quer. Na verdade nunca tinha pensado em nós assim!"

5.
Assim, tanto ele como ela começaram a conversar, lembrando de suas infâncias, de suas brincadeiras juntos, dos segredos até das caricias q trocavam, porem de um modo inocente, por ainda serem consideradas crianças. Ele se lembra q um dia, quando tinha 10 e ela 9, eles brincando diante de uma árvore, prometeram nunca se separar, jurando em um pacto de amor secreto.

6.
Era só eles dois, as pessoas q escutavam ao redor, q passavam olhando pra eles, ñ existiam mais. Claro q o publico ainda os assistia, só q eles, tanto ele como ela, estavam tão focados na prosa entre os dois q é como se ñ existisse público. Ele ria em silencio, no escuro do quarto onde estava e pensou: "Estava tão focado nela q nem notei q estávamos em um local público e com o respectivo público. Caso contrário...!"

7.
Caso contrário nem ele, nem ela teriam falado o q foi dito, nem dito o q foi falado, nem ouvido e nem escutado. Assim, os dois estavam ali. Eles faziam parte de um espetáculo da vida real, interpretando seus próprios papeis. Dois atores atuando em um dialogo q os espectadores assistiam e sabiam q também falavam deles, em partes. O enredo falava de um amor puro, de amizade, negação, esperança e..., VIDA!

8.
Muitos dizem q a vida é como um teatro: se tem enredo, cenários, atores e os espectadores q em alguns espetáculos têm a liberdade de interferir na estória...; Ñ irei descrever como era ele nem ela, só direi q era um homem e uma mulher. Ele pensa sentado em sua poltrona: "Tudo na vida é determinado por detalhes, mesmo mínimos!"

9.
Ele era um homem, ela uma mulher; foram crianças e como crianças brincavam e faziam tudo juntos, até simulavam casamento entre ambos, q teriam muitos filhos e q seriam, ambos, exploradores, nunca ficando em um lugar somente e envelhecendo juntos. Ele foi o primeiro dela e só teve ela, assim como ela a ele e agora ela dizia NÃO a ele...

10.
Porém ele vê, olha, flerta nos olhos dela, uma certa tristeza ao negar seu pedido, ele até percebe ou imaginou q percebeu naquele momento q ela deixara escapar uma ou duas lágrimas do olho direito. "E q olhos..., q belo olhar aquele, o dela." - ele pensa. Copiarei Machado de Assis: "Eram olhos de cigana, oblíquos e dissimulada"; Aqueles olhos q tragavam qualquer um, q hipnotizavam...

11.
"Eram olhos de feiticeira. Enfeitiçava todos a quem ela olhava" - assim ele pensa olhando a foto dela q estava num porta retratos q ficava numa mesinha ao lado da poltrona. Nesta mesinha também tinha um abajur q ele teve de ligar para ver a fotografia. Ver a beleza dela, o encanto, as vibrações de um coração puro e angelical q ela tinha. Ele a amava! E mesmo ela dizendo ñ no momento oportuno, ele ñ iria desistir dela.

12.
O público assistia quando ele chegou perto dela, com a mão direita, tocou o sua testa, olhando seu rosto, seus olhos, seu nariz, seus lábios. Passou a mão sobre o cabelo dela indo à nuca, com a outra mão pegou-lhe na cintura e a puxou, assim, abraçando-a enquanto dizia: "- nós já somos amigos e sempre seremos e por isso q eu amo você!"; ela em resposta...: "- também te amo muito, mas tenho medo q ñ dê certo..."


(continua)

(*): nome provisório