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terça-feira, 29 de novembro de 2011

Apenas uma ideia

Sou apenas uma ideia
Ou apenas uma sombra
Não sou nada
Porém estou em tudo
Sou seu pensar
Sou seu lamento
Uma alegria incomum
Uma felicidade soturna
Sou apenas uma ideia
E como todas as ideias um dia deixará de existir.

domingo, 20 de novembro de 2011

Alegria, Alegria, Alegria


Três vezes três é nove
Alguma coisa?
Der três pulos e grite:
"Eu estou vivo!"
Basta! Não?
Precisa mais?
Então: três vezes três é igual a nove
O nove são três triângulos

O três é um número definitivo
Alegria, alegria, alegria
A questão é básica
Não precisa entender do que falo
Apenas diga três vezes que é feliz e acredite nisso
"Alegria, alegria, alegria"
É só!

Demasiadamente Humano


Não devia ficar assim
Não deveria está aqui
Não deveria pensar assim
Não devia ficar aqui

Choro por ti
Choro por nós
É de raiva
É de dor
Por que ser assim?
É um
vazio
É uma tristeza
Por que somo assim?

Éramos para ser diferentes
Somos humanos
A evolução do animal irracional
Porém continuamos irracionais
Porém continuamos animais
Matando o que nos faz vivos
Ignorando a própria vida

Choro pela natureza
Choro pela vida
O ser humano é ingrato
O ser humano é ingrato
O verdadeiro
Apocalipse
A destruição

Choro por ser assim
Choro por está aqui
E desculpe por sermos um erro
Por sermos uma aberração
Por sermos demasiadamente humano.

DESABAFO

Na fila do supermercado, a caixa diz a uma senhora idosa:


- A senhora deveria trazer suas próprias sacolas para as compras, uma vez que sacos de plástico não são amigáveis ao meio ambiente.


A senhora pediu desculpas e disse:


- Não havia essa onda verde no meu tempo.


O empregado respondeu:


- Esse é exatamente o nosso problema hoje, minha senhora. Sua geração não se preocupou o suficiente com nosso meio ambiente.


- Você está certo - responde a velha senhora - nossa geração não se preocupou adequadamente com o meio ambiente. Naquela época, as garrafas de leite, de refrigerante e cerveja eram devolvidos à loja. E ela mandava de volta para a fábrica, onde eram lavadas e esterilizadas antes de cada reuso, e eles, os fabricantes de bebidas, usavam as garrafas, umas tantas outras vezes.


Subíamos as escadas, porque não havia escadas rolantes nas lojas e nos escritórios. Caminhávamos até o comércio, ao invés de usar o nosso carro de 300 cavalos de potência a cada vez que precisávamos ir a dois quarteirões. Mas você está certo. Nós não nos preocupávamos com o meio ambiente. Até então, as fraldas de bebês eram lavadas, porque não havia fraldas descartáveis. Roupas secas: a secagem era feita por nós mesmos, não nestas máquinas bamboleantes de 220 volts. A energia solar e eólica é que realmente secavam nossas roupas. Os meninos pequenos usavam as roupas que tinham sido de seus irmãos mais velhos, e não roupas sempre novas.


Naquela época só tínhamos uma TV ou rádio em casa, e não uma TV em cada quarto. E a TV tinha uma tela do tamanho de um lenço, não um telão do tamanho de um estádio; que depois será descartado.


Na cozinha, tínhamos que bater tudo com as mãos porque não havia máquinas elétricas, que faziam tudo por nós. Quando embalávamos algo um pouco frágil para o correio, usávamos jornal amassado para protegê-lo, não plastico bolha ou pellets de plástico que duram cinco séculos para começar a degradar. Naqueles tempos não se usava um motor a gasolina apenas para cortar a grama, era utilizado um cortador de grama que exigia músculos. O exercício era extraordinário, e não precisava ir a uma academia e usar esteiras que também funcionam a eletricidade.


Bebíamos diretamente da fonte, quando estávamos com sede, em vez de usar copos plásticos e garrafas pet que agora lotam os oceanos. Canetas: recarregávamos com tinta umas tantas vezes ao invés de comprar uma outra. Abandonamos as navalhas, ao invés de jogar fora todos os aparelhos 'descartáveis' e poluentes só porque a lámina ficou sem corte. Na verdade, tivemos uma onda verde naquela época. Naqueles dias, as pessoas tomavam o bonde ou ônibus e os meninos iam em suas bicicletas ou a pé para a escola, ao invés de usar a mãe como um serviço de táxi 24 horas. Tínhamos só uma tomada em cada quarto, e não um quadro de tomadas em cada parede para alimentar uma dúzia de aparelhos. E nós não precisávamos de um GPS para receber sinais de satélites a milhas de distância no espaço, só para encontrar a pizzaria mais próxima. A refeição era na mesa, com a família reunida (você sabe o que é isso) após uma oração de agradecimento.


Então, não é risível que a atual geração fale tanto em meio ambiente, mas não quer abrir mão de nada e não pensa em viver um pouco como na minha época?


(autor anônimo)

sábado, 12 de novembro de 2011

Little Girl


Pequena garota, você que me olha assim e me trás para o seu lado saiba que te gosto e te quero e te amo; amo a ti, amo a mim, o amor é um simples gostar de dois, é um completo gostar de dois. Amo-te, gosto-te. Pequena linda, você que me olha assim e me sorrir com estes lábios que tanto quero beijar quando a vejo daquele jeito tão meigo e tão humilde; você, little 15 que me escuta e diz que também gosta de mim, você é você e é por isso que gosto de ti. Sinta meu calor, sinta meu cheiro e meu olhar pra ti; deixe-me sentir seu calor, sentir seu cheiro, sentir você em mim. Olhe para mim e diga com esta voz linda que só a mim transmite tamanha beleza. Mocinha, não importa se não é minha pequena nem se é pequena portanto que seja minha pequena e eu seu alguma coisa, apenas sou mais você que todas as outras e é você que me faz sentir. Tempo? Pra nós não existe! Somos almas e espíritos eternos e imutáveis a perpetuar toda a infinitude de todos os universos que possa existir. O amor é bobo, pensemos como bobos, engrandecendo tudo, mas é assim e assim sempre será! Você é minha little 15, é minha princesa, é minha tigresa, é minha amada!

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

O CORVO



(de Edgar Allan Poe/ trad. Fernando Pessoa)


Numa meia-noite agreste, quando eu lia, lento e triste,
Vagos, curiosos tomos de ciências ancestrais,
E já quase adormecia, ouvi o que parecia
O som de
alguem que batia levemente a meus umbrais.
"Uma visita", eu me disse, "está batendo a meus
umbrais.
É só isto, e nada mais."

Ah, que bem disso me lembro! Era no frio
dezembro,
E o fogo, morrendo negro, urdia sombras desiguais.
Como eu
queria a madrugada, toda a noite aos livros dada
P
ra esquecer (em vão!) a amada, hoje entre hostes celestiais -
Essa cujo nome sabem as hostes celestiais,
Mas sem nome aqui jamais!

Como, a tremer frio e frouxo, cada reposteiro roxo
Me incutia, urdia estranhos terrores nunca antes tais!
Mas, a mim mesmo infundido força, eu ia repetindo,
"É uma visita pedindo entrada aqui em meus umbrais;
Uma visita tardia pede entrada em meus umbrais.
É só isto, e nada mais".

E, mais forte num instante, já nem tardo ou hesitante,
"Senhor", eu disse, "ou senhora, decerto me desculpais;
Mas eu ia adormecendo, quando viestes batendo,
Tão levemente batendo, batendo por meus umbrais,
Que mal ouvi..." E abri largos, franqueando-os, meus umbrais.
Noite, noite e nada mais.

A treva enorme fitando, fiquei perdido receando,
Dúbio e tais sonhos sonhando que os ninguém sonhou iguais.
Mas a noite era infinita, a paz profunda e maldita,
E a única palavra dita foi um nome cheio de ais -
Eu o disse, o nome dela, e o eco disse aos meus ais.
Isso só e nada mais.

Para dentro então volvendo, toda a alma em mim ardendo,
Não tardou que ouvisse novo som batendo mais e mais.
"Por certo", disse eu, "aquela bulha é na minha janela.
Vamos ver o que está nela, e o que são estes sinais."
Meu coração se distraía pesquisando estes sinais.
"É o vento, e nada mais."

Abri então a vidraça, e eis que, com muita negaça,
Entrou grave e nobre um corvo dos bons tempos ancestrais.
Não fez nenhum cumprimento, não parou nem um momento,
Mas com ar solene e lento pousou sobre os meus umbrais,
Num alvo busto de Atena que há por sobre meus umbrais,
Foi, pousou, e nada mais.

E esta ave estranha e escura fez sorrir minha amargura
Com o solene decoro de seus ares rituais.
"Tens o aspecto tosquiado", disse eu, "mas de nobre e ousado,
Ó velho corvo emigrado lá das trevas infernais!
Dize-me qual o teu nome lá nas trevas infernais."
Disse o corvo, "Nunca mais".

Pasmei de ouvir este raro pássaro falar tão claro,
Inda que pouco sentido tivessem palavras tais.
Mas deve ser concedido que ninguém terá havido
Que uma ave tenha tido pousada nos meus umbrais,
Ave ou bicho sobre o busto que há por sobre seus umbrais,
Com o nome "Nunca mais".

Mas o corvo, sobre o busto, nada mais dissera, augusto,
Que essa frase, qual se nela a alma lhe ficasse em ais.
Nem mais voz nem movimento fez, e eu, em meu pensamento
Perdido, murmurei lento, "Amigo, sonhos - mortais
Todos - todos já se foram. Amanhã também te vais".
Disse o corvo, "Nunca mais".

A alma súbito movida por frase tão bem cabida,
"Por certo", disse eu, "são estas vozes usuais,
Aprendeu-as de algum dono, que a desgraça e o abandono
Seguiram até que o entono da alma se quebrou em ais,
E o bordão de desesperança de seu canto cheio de ais
Era este "Nunca mais".

Mas, fazendo inda a ave escura sorrir a minha amargura,
Sentei-me defronte dela, do alvo busto e meus umbrais;
E, enterrado na cadeira, pensei de muita maneira
Que queria esta ave agoureia dos maus tempos ancestrais,
Esta ave negra e agoureira dos maus tempos ancestrais,
Com aquele "Nunca mais".

Comigo isto discorrendo, mas nem sílaba dizendo
À ave que na minha alma cravava os olhos fatais,
Isto e mais ia cismando, a cabeça reclinando
No veludo onde a luz punha vagas sobras desiguais,
Naquele veludo onde ela, entre as sobras desiguais,
Reclinar-se-á nunca mais!

Fez-se então o ar mais denso, como cheio dum incenso
Que anjos dessem, cujos leves passos soam musicais.
"Maldito!", a mim disse, "deu-te Deus, por anjos concedeu-te
O esquecimento; valeu-te. Toma-o, esquece, com teus ais,
O nome da que não esqueces, e que faz esses teus ais!"
Disse o corvo, "Nunca mais".

"Profeta", disse eu, "profeta - ou demônio ou ave preta!
Fosse diabo ou tempestade quem te trouxe a meus umbrais,
A este luto e este degredo, a esta noite e este segredo,
A esta casa de ânsia e medo, dize a esta alma a quem atrais
Se há um bálsamo longínquo para esta alma a quem atrais!
Disse o corvo, "Nunca mais".

"Profeta", disse eu, "profeta - ou demônio ou ave preta!
Pelo Deus ante quem ambos somos fracos e mortais.
Dize a esta alma entristecida se no Éden de outra vida
Verá essa hoje perdida entre hostes celestiais,
Essa cujo nome sabem as hostes celestiais!"
Disse o corvo, "Nunca mais".

"Que esse grito nos aparte, ave ou diabo!", eu disse. "Parte!
Torna á noite e à tempestade! Torna às trevas infernais!
Não deixes pena que ateste a mentira que disseste!
Minha solidão me reste! Tira-te de meus umbrais!
Tira o vulto de meu peito e a sombra de meus umbrais!"
Disse o corvo, "Nunca mais".

E o corvo, na noite infinda, está ainda, está ainda
No alvo busto de Atena que há por sobre os meus umbrais.
Seu olhar tem a medonha cor de um demônio que sonha,
E a luz lança-lhe a tristonha sombra no chão há mais e mais,

Libertar-se-á... nunca mais!

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Vida


Vida, sua ingrata malíguina. A senhora é má por sua imprevisibilidade de só querer as coisas do seu jeito. Tentamos nos afeiçoar ao seu jeito, mas não tem jeito, a senhora é uma safada. Porem eu até gosto do seu jeito de ser, representa desafio a enfrentar não importando qual seja. Posso pensar tudo que já pensei de ti, mas gosto da senhora, aliás se não gostasse que graça teria e m viver já que seria inimigo da vida? Pois é! Me deixa triste destas pessoas que são pegas pela peças pregadas por ti, querida Vida, que acabam lhe crucificando, lhe odiando e pedindo sua cabeça a prémio. Mas se a senhora fizesse a vontade deles, seria bem chato, porque todos seriam bem previsíveis. A graça da surpresa está em se fazer imprevisivel!
Vida sei que é difícil estes caminhos aleatórios que a senhora nos dar. Mas agora tinha que acontecer aquilo que sempre quis que acontecesse? Agora que eu já tinha trilhado um caminho para mim a senhora joga aquilo que tanto esperei em meu caminho antes de cumprir aquilo que já tinha trilhado? A senhora é muito má, má mesmo, mais má que o próprio diabo! Por que a senhora também não se decide por mim? Seria bem mais fácil. Não dizendo que a senhora é difícil, não, acho até fácil, o problema são estas casualidade que a senhora, querida Vida, nos impõe, mesmo quando estamos com um viver pleno. Deixe-me viver e ter minha experiência, isso não vai dá em nada mesmo e se der será apenas algo do momento mesmo que dure algum tempo e se for algo verdade sei que a senhoria, idolatrada Vida, fará nos reencontrarmos, isso o tempo nos dirá.
Apesar de suas maluquices aleatórias, eu tem amo Vida, eu te amo minha querida Vida!

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Apenas Você



Apenas você me faria sentir aquilo que sempre busco em meus sonhos. Não sei quem é você, mas tenho ideia de como queria que fosse:

Eu queria ser Scott
Pilgrim para você ser minha Ramona Flowers e mostrar meu amor conbatendo seus sete ex-namorados do mal que querem infernizar nossa relação;
Eu queria ser Scott
Summers e você ser minha Jean Gray e formaríamos um belo casal;
Eu queria ser
Peter Parker e você ser minha Mary Jane e sempre protege-la do perigo estando sempre lá guardando-a contra todo o mal;
Eu queria ser
Reed Richard e você ser minha Sue Storm e termos um casamento estável e fiel;
Eu queria ser Clark
Kent e você ser minha Louis Lane e nos amarmos sem nos importarmos com nossas diferenças;
Eu queria até ser Romeu e você minha Julieta e nos amarmos mesmo com todas as dificuldades e ter você comigo até na morte;
Eu queria ser um dos Eduardo e você uma das
Mônica para formarmos "Eduardo e Mônica" e fazermos parte de uma letra de música que falar de amor assim: "e mesmo com tudo diferente veio de repente uma vontade de se ver e os dois se encontravam todo dia como tinha de ser"
Eu quero ser eu para desejar apenas você!