Powered By Blogger

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

A Aranha Verde (Albertina)


Estava eu sentado no bando em uma mesa qualquer no meio e entre qualquer coisa no lugar onde eu estudo. Olhando ela passar, ele passar, elas passarem, eles passarem, ela e ele passarem e assim
vice e versa; e eu sem nem ela nem ele para ao menos poder fazer o que todo animal faz e todo humano faz melhor que os outros animais, se comunicar formulando palavras. Porém como não tinha ninguém, só observava sem falar nada, mudo, o que para muitos é um sufoco, já que a gente até das minhocas estamos falando.
Foi assim que fiquei por um
tempo e por um tempo meditei de olhos abertos vendo o povo )humanos, gatos, cachorros, micos, ar, folhas) passar. De lá pra cá, de cá pra lá. Muitas historias e estórias. Emoções e decepções. Mas assim é a vida.
não precisa fechar os olhos pra meditar, nem ficar numa postura chata ou insuportável. Apenas saber pensar parado por um momento. Consigo pensar melhor assim do que de olhos fechados, fico meio agitado. Pois bem, eu a vida ali andando pela mesa, era verdinha e foi amor a primeira vista. Peguei-a na mão e ela dançava em meus dedos. Fui à biblioteca estudar e ela tava lá. As pessoas olhavam impressionada pela nossa afeição. Éramos duas almas livres, duas crianças e a batizei carinhosamente de Albertina.
Era danada a Albertina! Dançava em minha mão, lançava tuas teias. Era tão bonito. Soltava ela no livro e a
arainha parecia ler, conhecida todas as palavras. Nunca me esquecerei dela. Me lembro perfeitamente de como ela era: oito patas, quatro em cada lado, era verde totalmente e brilhava no Sol.
Não irei mais profundo
porque aqui é só uma lembrança compartilhada e não uma história ou estória de nossas aventuras. E por isso devo dizer que em um belo momento e sair da biblioteca e fui a uma praça. O banco parecia tão reconfortante, tão chamativo e a brisa da tarde não ajudava. Cair no sono! Quando acordei Albertina tinha sumido. Notifiquei o ocorrido aos meus amigos e colegas ou, simplesmente, conhecidos humanos, gatos, cachorros, micos, árvores, ele nem se importaram. Bando de insensíveis! Pobrezinha, tão jovem!

In memorian: Albertina, a aranha verde

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Apenas uma ideia

Sou apenas uma ideia
Ou apenas uma sombra
Não sou nada
Porém estou em tudo
Sou seu pensar
Sou seu lamento
Uma alegria incomum
Uma felicidade soturna
Sou apenas uma ideia
E como todas as ideias um dia deixará de existir.

domingo, 20 de novembro de 2011

Alegria, Alegria, Alegria


Três vezes três é nove
Alguma coisa?
Der três pulos e grite:
"Eu estou vivo!"
Basta! Não?
Precisa mais?
Então: três vezes três é igual a nove
O nove são três triângulos

O três é um número definitivo
Alegria, alegria, alegria
A questão é básica
Não precisa entender do que falo
Apenas diga três vezes que é feliz e acredite nisso
"Alegria, alegria, alegria"
É só!

Demasiadamente Humano


Não devia ficar assim
Não deveria está aqui
Não deveria pensar assim
Não devia ficar aqui

Choro por ti
Choro por nós
É de raiva
É de dor
Por que ser assim?
É um
vazio
É uma tristeza
Por que somo assim?

Éramos para ser diferentes
Somos humanos
A evolução do animal irracional
Porém continuamos irracionais
Porém continuamos animais
Matando o que nos faz vivos
Ignorando a própria vida

Choro pela natureza
Choro pela vida
O ser humano é ingrato
O ser humano é ingrato
O verdadeiro
Apocalipse
A destruição

Choro por ser assim
Choro por está aqui
E desculpe por sermos um erro
Por sermos uma aberração
Por sermos demasiadamente humano.

DESABAFO

Na fila do supermercado, a caixa diz a uma senhora idosa:


- A senhora deveria trazer suas próprias sacolas para as compras, uma vez que sacos de plástico não são amigáveis ao meio ambiente.


A senhora pediu desculpas e disse:


- Não havia essa onda verde no meu tempo.


O empregado respondeu:


- Esse é exatamente o nosso problema hoje, minha senhora. Sua geração não se preocupou o suficiente com nosso meio ambiente.


- Você está certo - responde a velha senhora - nossa geração não se preocupou adequadamente com o meio ambiente. Naquela época, as garrafas de leite, de refrigerante e cerveja eram devolvidos à loja. E ela mandava de volta para a fábrica, onde eram lavadas e esterilizadas antes de cada reuso, e eles, os fabricantes de bebidas, usavam as garrafas, umas tantas outras vezes.


Subíamos as escadas, porque não havia escadas rolantes nas lojas e nos escritórios. Caminhávamos até o comércio, ao invés de usar o nosso carro de 300 cavalos de potência a cada vez que precisávamos ir a dois quarteirões. Mas você está certo. Nós não nos preocupávamos com o meio ambiente. Até então, as fraldas de bebês eram lavadas, porque não havia fraldas descartáveis. Roupas secas: a secagem era feita por nós mesmos, não nestas máquinas bamboleantes de 220 volts. A energia solar e eólica é que realmente secavam nossas roupas. Os meninos pequenos usavam as roupas que tinham sido de seus irmãos mais velhos, e não roupas sempre novas.


Naquela época só tínhamos uma TV ou rádio em casa, e não uma TV em cada quarto. E a TV tinha uma tela do tamanho de um lenço, não um telão do tamanho de um estádio; que depois será descartado.


Na cozinha, tínhamos que bater tudo com as mãos porque não havia máquinas elétricas, que faziam tudo por nós. Quando embalávamos algo um pouco frágil para o correio, usávamos jornal amassado para protegê-lo, não plastico bolha ou pellets de plástico que duram cinco séculos para começar a degradar. Naqueles tempos não se usava um motor a gasolina apenas para cortar a grama, era utilizado um cortador de grama que exigia músculos. O exercício era extraordinário, e não precisava ir a uma academia e usar esteiras que também funcionam a eletricidade.


Bebíamos diretamente da fonte, quando estávamos com sede, em vez de usar copos plásticos e garrafas pet que agora lotam os oceanos. Canetas: recarregávamos com tinta umas tantas vezes ao invés de comprar uma outra. Abandonamos as navalhas, ao invés de jogar fora todos os aparelhos 'descartáveis' e poluentes só porque a lámina ficou sem corte. Na verdade, tivemos uma onda verde naquela época. Naqueles dias, as pessoas tomavam o bonde ou ônibus e os meninos iam em suas bicicletas ou a pé para a escola, ao invés de usar a mãe como um serviço de táxi 24 horas. Tínhamos só uma tomada em cada quarto, e não um quadro de tomadas em cada parede para alimentar uma dúzia de aparelhos. E nós não precisávamos de um GPS para receber sinais de satélites a milhas de distância no espaço, só para encontrar a pizzaria mais próxima. A refeição era na mesa, com a família reunida (você sabe o que é isso) após uma oração de agradecimento.


Então, não é risível que a atual geração fale tanto em meio ambiente, mas não quer abrir mão de nada e não pensa em viver um pouco como na minha época?


(autor anônimo)

sábado, 12 de novembro de 2011

Little Girl


Pequena garota, você que me olha assim e me trás para o seu lado saiba que te gosto e te quero e te amo; amo a ti, amo a mim, o amor é um simples gostar de dois, é um completo gostar de dois. Amo-te, gosto-te. Pequena linda, você que me olha assim e me sorrir com estes lábios que tanto quero beijar quando a vejo daquele jeito tão meigo e tão humilde; você, little 15 que me escuta e diz que também gosta de mim, você é você e é por isso que gosto de ti. Sinta meu calor, sinta meu cheiro e meu olhar pra ti; deixe-me sentir seu calor, sentir seu cheiro, sentir você em mim. Olhe para mim e diga com esta voz linda que só a mim transmite tamanha beleza. Mocinha, não importa se não é minha pequena nem se é pequena portanto que seja minha pequena e eu seu alguma coisa, apenas sou mais você que todas as outras e é você que me faz sentir. Tempo? Pra nós não existe! Somos almas e espíritos eternos e imutáveis a perpetuar toda a infinitude de todos os universos que possa existir. O amor é bobo, pensemos como bobos, engrandecendo tudo, mas é assim e assim sempre será! Você é minha little 15, é minha princesa, é minha tigresa, é minha amada!

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

O CORVO



(de Edgar Allan Poe/ trad. Fernando Pessoa)


Numa meia-noite agreste, quando eu lia, lento e triste,
Vagos, curiosos tomos de ciências ancestrais,
E já quase adormecia, ouvi o que parecia
O som de
alguem que batia levemente a meus umbrais.
"Uma visita", eu me disse, "está batendo a meus
umbrais.
É só isto, e nada mais."

Ah, que bem disso me lembro! Era no frio
dezembro,
E o fogo, morrendo negro, urdia sombras desiguais.
Como eu
queria a madrugada, toda a noite aos livros dada
P
ra esquecer (em vão!) a amada, hoje entre hostes celestiais -
Essa cujo nome sabem as hostes celestiais,
Mas sem nome aqui jamais!

Como, a tremer frio e frouxo, cada reposteiro roxo
Me incutia, urdia estranhos terrores nunca antes tais!
Mas, a mim mesmo infundido força, eu ia repetindo,
"É uma visita pedindo entrada aqui em meus umbrais;
Uma visita tardia pede entrada em meus umbrais.
É só isto, e nada mais".

E, mais forte num instante, já nem tardo ou hesitante,
"Senhor", eu disse, "ou senhora, decerto me desculpais;
Mas eu ia adormecendo, quando viestes batendo,
Tão levemente batendo, batendo por meus umbrais,
Que mal ouvi..." E abri largos, franqueando-os, meus umbrais.
Noite, noite e nada mais.

A treva enorme fitando, fiquei perdido receando,
Dúbio e tais sonhos sonhando que os ninguém sonhou iguais.
Mas a noite era infinita, a paz profunda e maldita,
E a única palavra dita foi um nome cheio de ais -
Eu o disse, o nome dela, e o eco disse aos meus ais.
Isso só e nada mais.

Para dentro então volvendo, toda a alma em mim ardendo,
Não tardou que ouvisse novo som batendo mais e mais.
"Por certo", disse eu, "aquela bulha é na minha janela.
Vamos ver o que está nela, e o que são estes sinais."
Meu coração se distraía pesquisando estes sinais.
"É o vento, e nada mais."

Abri então a vidraça, e eis que, com muita negaça,
Entrou grave e nobre um corvo dos bons tempos ancestrais.
Não fez nenhum cumprimento, não parou nem um momento,
Mas com ar solene e lento pousou sobre os meus umbrais,
Num alvo busto de Atena que há por sobre meus umbrais,
Foi, pousou, e nada mais.

E esta ave estranha e escura fez sorrir minha amargura
Com o solene decoro de seus ares rituais.
"Tens o aspecto tosquiado", disse eu, "mas de nobre e ousado,
Ó velho corvo emigrado lá das trevas infernais!
Dize-me qual o teu nome lá nas trevas infernais."
Disse o corvo, "Nunca mais".

Pasmei de ouvir este raro pássaro falar tão claro,
Inda que pouco sentido tivessem palavras tais.
Mas deve ser concedido que ninguém terá havido
Que uma ave tenha tido pousada nos meus umbrais,
Ave ou bicho sobre o busto que há por sobre seus umbrais,
Com o nome "Nunca mais".

Mas o corvo, sobre o busto, nada mais dissera, augusto,
Que essa frase, qual se nela a alma lhe ficasse em ais.
Nem mais voz nem movimento fez, e eu, em meu pensamento
Perdido, murmurei lento, "Amigo, sonhos - mortais
Todos - todos já se foram. Amanhã também te vais".
Disse o corvo, "Nunca mais".

A alma súbito movida por frase tão bem cabida,
"Por certo", disse eu, "são estas vozes usuais,
Aprendeu-as de algum dono, que a desgraça e o abandono
Seguiram até que o entono da alma se quebrou em ais,
E o bordão de desesperança de seu canto cheio de ais
Era este "Nunca mais".

Mas, fazendo inda a ave escura sorrir a minha amargura,
Sentei-me defronte dela, do alvo busto e meus umbrais;
E, enterrado na cadeira, pensei de muita maneira
Que queria esta ave agoureia dos maus tempos ancestrais,
Esta ave negra e agoureira dos maus tempos ancestrais,
Com aquele "Nunca mais".

Comigo isto discorrendo, mas nem sílaba dizendo
À ave que na minha alma cravava os olhos fatais,
Isto e mais ia cismando, a cabeça reclinando
No veludo onde a luz punha vagas sobras desiguais,
Naquele veludo onde ela, entre as sobras desiguais,
Reclinar-se-á nunca mais!

Fez-se então o ar mais denso, como cheio dum incenso
Que anjos dessem, cujos leves passos soam musicais.
"Maldito!", a mim disse, "deu-te Deus, por anjos concedeu-te
O esquecimento; valeu-te. Toma-o, esquece, com teus ais,
O nome da que não esqueces, e que faz esses teus ais!"
Disse o corvo, "Nunca mais".

"Profeta", disse eu, "profeta - ou demônio ou ave preta!
Fosse diabo ou tempestade quem te trouxe a meus umbrais,
A este luto e este degredo, a esta noite e este segredo,
A esta casa de ânsia e medo, dize a esta alma a quem atrais
Se há um bálsamo longínquo para esta alma a quem atrais!
Disse o corvo, "Nunca mais".

"Profeta", disse eu, "profeta - ou demônio ou ave preta!
Pelo Deus ante quem ambos somos fracos e mortais.
Dize a esta alma entristecida se no Éden de outra vida
Verá essa hoje perdida entre hostes celestiais,
Essa cujo nome sabem as hostes celestiais!"
Disse o corvo, "Nunca mais".

"Que esse grito nos aparte, ave ou diabo!", eu disse. "Parte!
Torna á noite e à tempestade! Torna às trevas infernais!
Não deixes pena que ateste a mentira que disseste!
Minha solidão me reste! Tira-te de meus umbrais!
Tira o vulto de meu peito e a sombra de meus umbrais!"
Disse o corvo, "Nunca mais".

E o corvo, na noite infinda, está ainda, está ainda
No alvo busto de Atena que há por sobre os meus umbrais.
Seu olhar tem a medonha cor de um demônio que sonha,
E a luz lança-lhe a tristonha sombra no chão há mais e mais,

Libertar-se-á... nunca mais!

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Vida


Vida, sua ingrata malíguina. A senhora é má por sua imprevisibilidade de só querer as coisas do seu jeito. Tentamos nos afeiçoar ao seu jeito, mas não tem jeito, a senhora é uma safada. Porem eu até gosto do seu jeito de ser, representa desafio a enfrentar não importando qual seja. Posso pensar tudo que já pensei de ti, mas gosto da senhora, aliás se não gostasse que graça teria e m viver já que seria inimigo da vida? Pois é! Me deixa triste destas pessoas que são pegas pela peças pregadas por ti, querida Vida, que acabam lhe crucificando, lhe odiando e pedindo sua cabeça a prémio. Mas se a senhora fizesse a vontade deles, seria bem chato, porque todos seriam bem previsíveis. A graça da surpresa está em se fazer imprevisivel!
Vida sei que é difícil estes caminhos aleatórios que a senhora nos dar. Mas agora tinha que acontecer aquilo que sempre quis que acontecesse? Agora que eu já tinha trilhado um caminho para mim a senhora joga aquilo que tanto esperei em meu caminho antes de cumprir aquilo que já tinha trilhado? A senhora é muito má, má mesmo, mais má que o próprio diabo! Por que a senhora também não se decide por mim? Seria bem mais fácil. Não dizendo que a senhora é difícil, não, acho até fácil, o problema são estas casualidade que a senhora, querida Vida, nos impõe, mesmo quando estamos com um viver pleno. Deixe-me viver e ter minha experiência, isso não vai dá em nada mesmo e se der será apenas algo do momento mesmo que dure algum tempo e se for algo verdade sei que a senhoria, idolatrada Vida, fará nos reencontrarmos, isso o tempo nos dirá.
Apesar de suas maluquices aleatórias, eu tem amo Vida, eu te amo minha querida Vida!

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Apenas Você



Apenas você me faria sentir aquilo que sempre busco em meus sonhos. Não sei quem é você, mas tenho ideia de como queria que fosse:

Eu queria ser Scott
Pilgrim para você ser minha Ramona Flowers e mostrar meu amor conbatendo seus sete ex-namorados do mal que querem infernizar nossa relação;
Eu queria ser Scott
Summers e você ser minha Jean Gray e formaríamos um belo casal;
Eu queria ser
Peter Parker e você ser minha Mary Jane e sempre protege-la do perigo estando sempre lá guardando-a contra todo o mal;
Eu queria ser
Reed Richard e você ser minha Sue Storm e termos um casamento estável e fiel;
Eu queria ser Clark
Kent e você ser minha Louis Lane e nos amarmos sem nos importarmos com nossas diferenças;
Eu queria até ser Romeu e você minha Julieta e nos amarmos mesmo com todas as dificuldades e ter você comigo até na morte;
Eu queria ser um dos Eduardo e você uma das
Mônica para formarmos "Eduardo e Mônica" e fazermos parte de uma letra de música que falar de amor assim: "e mesmo com tudo diferente veio de repente uma vontade de se ver e os dois se encontravam todo dia como tinha de ser"
Eu quero ser eu para desejar apenas você!

domingo, 30 de outubro de 2011

Joe

A volta para casa depois de algum tempo se aventurando e tentando se encontrar não foi com Joe pensava. Talvez fosse por ele criar um tipo de perspectiva sobre sua volta ao lar, porém o que se percebeu foi que Joe não sentia que aquela casa se constituisse seu lar. Claro! Ainda tinha os irmãos lá, os pais e eventualmente, os parentes. Mas ali já não representava um lar para Joe.
A volta para casa depois de algum tempo se aventurando e tentando se encontrar não foi com Joe pensava. Talvez fosse por ele criar um tipo de perspectiva sobre sua volta ao lar, porém o que se percebeu foi que Joe não sentia que aquela casa se constituisse seu lar. Claro! Ainda tinha os irmãos lá, os pais e eventualmente, os parentes. Mas ali já não representava um lar para Joe.

- Por que a volta é sempre mais difcil que a ida? Pensei que conseguiria voltar e me adaptar rapidamente, mas essa vida não é mais minha e, sim, de um outro Joe que aqui antes vivera. Quando eu partir foi loucura por não aguentar mais o ambiente que compartilhava, sei que mesmo assim é família e deixar a familia é sempre algo extremos. Mas era isso ou viver como um zumbi como muitos fazem, apenas vivendo de modo alienado e sem questionar nada. Seria dificil para mim e não aguentava mais. É isso aí! - argumentou Joe a um amigo que ele reencontrara alguns dias depois do seu retorno.

- E aquela menina que você encontrara um dia se mostrando apaixonado pelo único olhar que trocaram? Ainda pensa nela? Mas depois você me responde. Quero saber se já viu seu filho que teve com aquela gostosa amiga de minha mulher que por sinal estava de espiã em minha despedida de solteira aquele dia. A minha mulher sempre fala com a amiga e ela diz que a amiga nunca esqueceu de você e que o filho em uma única noite foi uma benção que ela recebeu de você e para sempre se lembrar de você. - fala o amigo de Joe.

- Cada louco com sua mania. Por isso que não fui vê-la. Eu quero que ela viva a sua vida e não uma ilusão. Enquanto à menina, até hoje não e esquecir dela, conversamos brevemente antes de partir definitivamente e notava que ela sentia um certo desespero por eu está partindo e não ter tido tempo para mim conhecer mais. Sei que ela seguiu sua vida em frente e não me arrependo de quando ter encontrado alguém que sempre procurei eu estava de partida. A vida é imprevisível e se umas coisas não acontecem é porque tem algum motivo. Tô de partida agora por não continuar parado. Até um dia!

E Joe partiu em sua jornada sem guardar racores, mágoas ou arrependimentos. Ele sabia o que estava fazendo. E você sabe o que está fazendo de sa vida?

sábado, 29 de outubro de 2011

Romance


Alguém para passar toda sua vida. Um romance, um amor, uma vida! Algo que lhe faça sonhar com os pés no chão; sonhar vivendo a realidade; sonhar e acreditar que sonhar lhe dará tudo que sempre quis num piscar de olhos; sonhar e ter a inspiração para que o sonho se torne realidade; apenas sonhar!
Apenas viver um sonho, uma aventura.

Um romance com dramas: o homem conhece a garota, só que ela namora, isso ele entende. Ela termina o namoro e sai muito magoada principalmente por gostar de quem a magoou. Eles, o homem, Joe (nome fictício) e a garota, Debby (nome fictício) se tornam amigos. A amizade podemos dizer que é intima. Eles se ajudam, pois ele também tem seus problemas; no meio de tantas declarações de afeto, de sentimentalismo pelo que se está passando no momento, eles se vêm apaixonados, mas agora não é o momento, ambos precisam encontrar seus caminhos ainda e está muito cedo e há sempre aquele medo de se magoarem dinovo. Tanto que ela assim do nada diz a ele para apenas serem amigos e só isso. Joe percebe que o momento não é agora e meio que se despede dela pois agora há um constrangimento entre os dois...;

Um romance também precisa de aventuras: assim Joe parte para tentar encontrar seu caminho, um lugar ao Sol, ele nem sabe se vai sobreviver a esta aventura e muito menos se voltará a encontrar Debby mais uma vez. Porém "o que tiver que acontecer acontecerá". E há sempre um momento na vida que precisamos de uma grande aventura até mesmo antes de um grande amor...;

Um romance, ao contrario do que mostra nos filmes, precisa de um final feliz: após muitos anos Joe e Debby se reencontram. Tanto ele como ela tiveram suas vidas, suas aventuras, seus romances, porém nunca se esqueceram um do outro e no íntimo assim como ele esperava voltar a, pelo menos, -la um dia, ela também o esperava, mesmo sabendo que ele poderia nunca mais voltar, só que nenhum dos dois perdeu as esperanças. Quando Debby viu Joe, este de barba e cabelo enorme, ela chorou. A Debby já com um doutorado ou estudando para tal e Joe antes colega da mesma faculdade agora um vagabundo, porém com um conhecimento que supera qualquer faculdade; Debby com sua roupa de grifee na moda correndo para abraçar um vagabundo com suas roupas rasgadas e sujas e fedendo a suor; ela não se importa, ele voltou...!

A vida é assim! A vida é a maior aventura que temos! A vida é um romance com inicio, meio e fim e a maior aventura é viver este romance desde o começo sempre acreditando, sempre tendo esperanças, sempre tendo fé, tanto em si mesmo, como no outro.

O Homem Apaixonado

Aí o homem apaixonado conhece uma garota, vê os problemas dela, decide esperar e trocando fidelidade entre ambos...; quando ele pensa que ela poderia sentir mais alguma coisa por ele além de amizade mesmo ela dizendo que ainda se sente magoada para entrar num novo relacionamento, ela diz que é melhor só serem amigos, assim do nada. Mas com certeza já sentiu a intenção do homem apaixonado e ele, mesmo em tom de brincadeira, dizia que a esperaria até ela se curar de seu coração magoado, porem ela já deu o ultimato e a relação que havia se torna constrangedora para ambos. Uma amizade ainda em construção, como um terremoto destruiu o alicerce ainda em construção.
O homem apaixonado esperaria por ela e estava tendo paciencia e mostrando confiança para ela, mas uma palavra destói aquilo que em uma frase se fez e já era. Nem ele e nem ela, um constrangido por fazer ela pensar que poderia está apressando as coisas e a outra apenas se fechando para novas oportunidades.
O homem apaixonado chora e ver suas chances para tomar uma nova decisão irem por água abaixo. Porém ele não tem nada com o que se segure em um só canto em um só lá. Ele ficaria por ela, tentaria ajuda-la a superar todos os seus problemas; seria amigo, irmão, amante, marido, alma gêmea. Poém ele pensa se houver destino um dia a encontrará de novo e desta vez ela também perceberá que a vida dos dois eram para serem unidas e ela o abraçará e dirá que sentiu muito, que sentiu saudades do enorme afeto que já sentia por ele mesmo em pouco tempo de convívio. Ele apenas dirá:

- O importante é o agora. O que aconteceu no passado está no passado. Há motivos para tudo, se não ficamos juntos antes porque não era pra ser. Teríamos que ter nossas proprias vidas, nossos fracassos e vitórias, nossa independecia. Aquilo que tem que ser, será mesmo que demore! Se a encontrei depois de tanto tempo é porque tinha que te encontrar, mas ningém sabe o que seremos amanhã mesmo que possamos programar a nossa vida toda. Apenas sejamos felizes!

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Invencível

“Da noite que me cobre,
Negra como um poço de alto a baixo,
Agradeço quaisquer deuses que existam
Pela minha alma inconquistável. Na garra cruel da circunstância
Eu não recuei nem gritei.
Sob os golpes do acaso
Minha cabeça está sangrenta, mas ereta. Além, deste lugar de fúria e lágrimas
Só o eminente horror matizado,
E, contudo a ameaça dos anos me
Encontra e encontrar-me-á, sem temor. Não importa a estreiteza do portão,
Quão cheio de castigos o pergaminho (Caminho),
Sou o dono do meu destino:
Sou o capitão da minha alma”.

(Trad. de Luís Eusébio. Adaptação Maria Machado)



Invictus (Invencível) – Poesia [William Ernest Henley (1849-1903)]



domingo, 23 de outubro de 2011

Si Mesmo


As coisas são assim, maior sufoco e desesperado quando o prazo que fora, um dia, dado está prestes a chegar ao final. Poderia haver salvação ou uma esperança de que algo pudesse mudar a presente situação, mas a vida é assim. Melhor que podemos fazer é nos readaptar à nova condição, claro que o pensamento do que poderia ter acontecido vai sempre inculcando na cabeça. Mas fazer o que?
A vida em si é imprevisível, mas não é difícil como muitos podem pensar. Por mais estranho a dificuldade está na previsibilidade da vida do individuo. Ele, a gente se programa todo, tudo na mais perfeita ordenação, e na jornada a vida lhe praga peças. Se o individuo não fosse tão previsível não pensaria na dificuldade que a vida imprevisivel lhe causou. Porque a dificuldade está na gente e por isso por achar que aquilo que programou não pode dar errado, quando acontece algo acha que a vida é difícil sendo que o que é difícil é se fazer algo sem sofrer nenhum dano, ou como é o caso, nenhuma imprevisibilidade.
"Carpe Diem", o que vier é lucro, apenas viver o dia de hoje. Quem segue assim não sente a dificuldade falseada da vida pois sabe da imprevisibilidade da mesma.
Mas é bom pensar naquilo que poderia ter acontecido se não achássemos a vida tão difícil, pois eu admito que também acho a vida dificílima mas sei que a dificuldade está apenas na vida individual por sermos tão programáveis, por assim dizer.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

ALEATÓRIO


Ouvir de um amigo que ouviu do irmão de um outro amigo que por sua vez ou de um um avô de um primo de quarto grau que já tinha ouvido da mãe dele que
escutou alguém, por alto, comentar a respeito do fato ocorrido.

Foi assim:

O fato ocorreu a algum tempo de um dia qualquer e numa hora que ninguém sabe ao certo que hora foi, mas de fato há um juramento entre as testemunhas oculares de que tal fato aconteceu e eles dizem que têm documentos para comprovar e que comparando estes documentos com seus similares, isto é, um dos outros das testemunhas presentes, eles batem na cronologia próxima, já que
ninguém sabe a hora exata, mas de fato, mostra uma certa igualdade, por assim dizer, entre os vários documentos registrados . Portanto, verdadeiros ou não, legítimos ou não, o interessante é a história da coisa, mesmo não sendo lá estas coisas de verdadeiras.
Assim diz que há muito tempo se fez o ocorrido e que com isso o rumo das coisas não mudaram muita coisa, mas poderia ter mudado algo se alguma coisa a mais ou coisa nenhuma, muito menos de menos tivesse acontecido, só que aconteceu e ficou na média ou
neutro como falam, ou mais, em cima do muro como falam os da teoria da conspiração; muitos dizem se o fato não tivesse ficado em cima do muro; quando aconteceu a história poderia ter sido outra em vez de não ser nada, apenas uma coisa interessante; pelo fato de ser interessante já é alguma coisa por isso ninguém liga se o que aconteceu poderia ter sido melhor ou pior do que realmente aconteceu, apenas aconteceu e é só isso que importa.
O fato é que aconteceu e mesmo não sendo de grande valor fundamentalista, foi uma coisa de
importância extraordinário e é isso que vale e que fazer a história se perpetuar na boa daqueles que gosta de uma boa lenda pra por no imaginário daquele que gosta de sonhar!

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Os Três Tempos


Era uma vez o Ontem, só que ele não gostava de ser ontem, porque sempre começava com "era", isto é, passado. Ele queria ser o "será" que é o futuro e que é algo imprevisivel ainda por não se saber como será o amanhã; aliás, ele sentia inveja do Amanhã por ser o mais esperado por todos, o mais cutuado, o mais venerado, o mais esperançoso.
Era até penoso como Ontem olhava Amanhã cheio de tristeza por ele, o Ontem, ser motivo de humilhação, de tristeza e até de uma glória passada o que gerava tristeza por causa que se tornava nostálgico; o Ontem era apenas uma lembrança e mesmo sendo lembranças boas se revestia por tristezas amarguradas por não voltarem mais, assim o Ontem sempre acabava por se tornar um vilão enquanto o Amanhã tava mais pra herói.
Só que Amanhã também andava muito preocupado, porque sempre esperavam muito dele, muitas vezes jogavam toda a esperança de uma vida em cima dele. Amanhã invejava Ontem por ele ser dono do passado guardando as lembranças mesmo elas não sendo tão boas, mas era história e era importante para a evolução num amanhã e assim vinha mais pressão porque muitas vezes o amanhã chegava a esperança se esvaia e descobria que os erros continuavam a ser os mesmos e isso os frustravam muito, além do próprio Amanhã que se entristecia por eles não terem conseguido aprender com os erros do passado e jogado para o futuro uma esperança que eles pensavam que viria sem fazerem nada para acontecer.
A melhor posição era do Hoje, é do Hoje, pois ele vive o momento sem se preocupar com o amanhã e o ontem apenas com o hoje; sem preocupações nem nada que o atormentasse. Se acontecesse algo de errado quem ia sofrer as consequencias não seria o hoje mas o ontem por ser passado, então Hoje sorria, ria e gargalhava dos outro dois; ele não se importava com o antes ou o depois apenas o que estava fazendo agora e só!

domingo, 16 de outubro de 2011

Sem Tempo

O que mais quero é viver em paz
Mas paz eu não tenho mais
Isso me deixa inquieto
Sem perspectiva de vida
Mas ainda há esperança

Eu me sinto sozinho
Eu não tenho paz
O que me leva a crer
Que o meu tempo está acabando
E não saberei o que fazer.




(17/10/2004)

sábado, 15 de outubro de 2011

O que parece ser não é

Por que o que mais quero é sempre o mais dificil...?
Eu quero um amor perfeito
Um romance de novela
Viver feliz para sempre
Mas isso não passa de mentiras
O amor não existe
Nada é perfeito
O para sempre, sempre acaba
A felicidade é superficial
Nada é como deveria ser
É sempre mais dificil viver
É sempre mais dificil ser feliz
Para isso precisa de motivos
E não me vem nenhum
Então, por que rir se é mais facil ficar triste?
Foi o que eu respondir para alguém que não deveria responder
Sim, tentar
Mas não consegui
A tristeza foi dominadora
E agora sofro mais que nunca
Poderia ser feliz ao menos nesse dia
Já que tinha um motivo
Poré desfiz o que poderia dar a felicidade.




(27/09/2004)

sábado, 8 de outubro de 2011

Eu Sinto


* Como todos, eu sinto
Eu sinto, como todos
Pensei que já não sentia
Não sentia nem o meu pensamento
Não sentia nem o vento tocando a minha pele
Como todos, eu sinto
Mas sinto mais que todos
Porém sinto diferente de todos
É estranho sentir e não sentir
Afinal sou um animal qualquer que chora,
Que clama, que lamenta, que senti
Eu sinto
E por sentir, eu choro
Choro por você
Choro por mim
Choro por nós
Choro pelo passado que passou
Choro pelo presente que virará passado
Choro por minha
infância que não voltará
Choro por cada dia está mais velho que o dia que passou
Choro por cada lágrima que a natureza solta em dias de chuva
Choro pelos inocentes que morrem antes do tempo
Afinal, eu sinto!





* é de minha autoria.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

ROCK IN RIO


Uma coisa pra quem diz que Rock in Rio tem que ser um festival de rock e não de musica em geral. Se fosse assim, também não teria Metalica, Sistem of Down, Slipknot...; porque estes que citei entram na categoria Metal (New Metal, Heavy Metal e lá vai). É a mesma comparação já que axé não é rock, pop não é rock e Metal também não é rock. O pecado foi na escolha do nome do festival. Mas o que o rock é? O rock é uma mistura de ritmos, se não tivéssemos o blues e músicas afro, pelo que eu me lembre foi desta mistura que o rock surgiu.
O rock representa a mistura dos ritmos, dos sons dos mil tons. Nas distorções de
guitarras a batidas do blues, misturando ritmos, experimentando sons.
O ROCK
IN RIO foi criado com o intuito dos primeiros sons do rock quando era tudo experimentado quando tudo fazia parte de uma mistura assim fazendo um novo som. O festival é de música e de ROCK, da mistura dos ritmos fazendo apenas um som, a música que todo o mundo escuta. Afinal, rock é música e não é só um ritmo, uma única definição, um rótulo, o rock é o que define a música em si. Sempre na mesma tecla: é a mistura de todas as músicas. Por que, então, nos ater a um rótulo de embalagem?
Desde que foi criado o ROCK
IN RIO sempre foi um E-VEN-TO de música, Já passaram Baby Consuelo, Carlinhos Brown, Elton John só para citar alguns e estes passam longe do rótulo do rock. ROCK IN RIO é rock, é um festival de rock e como rock vemos as várias misturas de sons, deste o Axé Music até o mais pesado dos sons, o Black Metal.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Fronteiras do Universo


Deus somos nós mesmos, cada indivíduo, cada matéria, cada átomo. Não é uma igreja ou doutrina religiosa, é apenas o EU, o SER, a consciência de si. Uma pedra é uma pedra, assim como você é você e eu sou eu. Viemos da natureza das coisas e voltamos a elas, nosso pensamento é cada átomo em cada ser.
Quem nunca imaginou em querer consertar um erro ou pensou que deveria ter seguido por um outro caminho e não
naquele que se encontrava, ou nas várias possibilidades que sua vida teve pelo caminho? Alguém já ter imaginado em viajar através de universos paralelos e ver como seria o planeta em outras várias possibilidades da evolução?
A trilogia FRONTEIRAS DO UNIVERSO leva a quem ler pelo universo imaginativo dentro de si, a imaginar todas as possibilidade até em decisões individuais e também a questionamento a cerca de religião e das instituições que ao seu modo oprimem a liberdade de pensar por si só.
A trilogia começa a contar as aventuras de
Lyra, uma garota em um universo igual e diferente do nosso. Neste primeiro livro - A Bússola de Ouro - é contada que a menina tem uma profecia a seguir e que ela é importante. O livro acaba ela entrando em nosso universo através de um portal que o tio dela abriu no Ártico; O segundo livro - A Faca Sutil - começa contando a estória de Will e sua luta em proteger a mãe do perigo até ele encontrar uma fenda vendo uma gata atravessar esta fenda que ia para um outro universo/mundo. E na fronteira entre o mundo de Lyra e do de Will, eles se encontram, descobrindo-se ligados e encontram neste novo mundo para os dois uma faca capaz de fazer fendas para mundos diferentes. Este livro termina com Will tendo um breve encontro com pai e morte do mesmo através de uma feiticeira rancorosa e com Lyra raptada pela mãe dela.
Aqui separo o parágrafo para dar mais ênfase ao terceiro livro - A Luneta Âmbar - que, por mim, é uma
epopeia ou no mais da grandiosidade do livro, uma odisseia. Nele Will reencontra Lyra e a salva das mãos agora não tão malévolas da mãe que ao saber que a igreja queria sua filha morta por conta da profecia. Ela mostra amar a filha só que com tantas maldades que fizera antes ninguém acreditava na boa vontade dela, sendo a última vez que ela viu Lyra. Neste livro a partir deste momento se começa a odesséia através dos universos em busca ao seu derradeiro fim, quando se cumpria a profecia e ao sacrifício de pensar por si e por todos.
A Luneta Âmbar apresenta a interminável guerra entre o conhecimento
contra a ignorancia. A ignorância era o que a igreja pregava controlando seus servidores, pondo um falso conhecimento através de crenças que o deixavam idiotas perante a vastidão do universo. A igreja era o que ditava o mundo de Lyra e de certo modo o de Will que é o nosso, também. Já o conhecimento era a capacidade de escolha...; nisso se fez a guerra contra a autoridade, os ditos anjos rebeldes eram os que queriam dar conhecimento na evolução dos seres viventes e foram banidos por "Deus" que queria ter seu rebanho, seu gado em seu controle. A serpente que tentou Eva no paraíso nada mais era que um anjo oferecendo a ela o conhecimento.
O futuro é a gente quem faz, o reino dos céus está em nós mesmos e devemos construi-lo com o nosso esforço, é nisso que está a moral, a lição que o autor quer nos passar. Uma outra coisa é a passagem da vida infantil para a vida adulta, o conhecimento está no adulto enquanto na criança por não ter a
personalidade formada ( o que é mostrado através de dimons, animais toteminos que sempre mudavam até chegar a vida adulta quando tinha uma forma definitiva). Então a criança seria a base da ignorância e assim mais propícia a ser "evangelizada", propriamente dito, e quando chegasse à vida adulta seria apenas mais um ser manipulado ou que desconhecesse a verdade diante da igreja, Deus não existe em si, é apenas uma criação e o reino dos céus ou a república dos céus somos nós que fazemos aonde nós estamos ou estaremos.
No final
Lyra é tentada ao se descobrir crescendo e encontrando no Will, seu parceiro de viagem entre mundos em universo paralelos, a pessoa que gostaria de dar seu coração, porém ela tinha uma decisão: viver este amor ou apenas te-lo na lembrança, já que ambos eram de mundos distintos e não aguentariam ter uma vida plena cada um afastado de seu próprio universo. Não poderiam continuar viajando de um mundo a outro, isso traria consequencias que por séculos foram se acumulando através dos espectros (seres fantamagóricos que vinham do nada, é o nada mesmo que é chamado de abismo na estória ocorrido por fissura nos cortes entre mundos e consumiam as pessoas) e as fendas teriam que ser fechadas para sempre. Mas mesmo sem se verem tanto Will como Lyra nunca esqueceriam um do outro mesmo vivendo e amando distintamente um do outro. Decisões requer sacrifícios. Tanto ela como ele poderia viver juntos, mas isso teria consequencias...!
Uma verdadeira odisseia que mistura conceitos religiosos e científicos; a transição da vida de criança para a vida madura
atraves do conhecimento e de novas experiências; a perda da inocência...; Uma trilogia que envolve e muito mais no seu terceiro livro, não quero desprivilegiar os outros dois estes também são envolventes, mas no A LUNETA ÂMBAR o leitor é capaz de se envolver de um jeito emocionou a questionar em seu íntimo o seu verdadeiro ser e as suas escolhas. Só saberá quem ler!

domingo, 2 de outubro de 2011

Andarilho


Ele andava, não precisava saber aonde ia, apenas andava. Se ali tinha ladrões, acolá tinha um milhionario distribuindo dinheiro, não importava. Ele saiu e os outro viram ele sair, pensaram que iria voltar, só que a ideia não era esta, nem ele sabia qual era a ideia. Mas o bom na vida é a sua imprevisibilidade. Por mais que queiramos ser previsíveis, prever cada movimento, sempre acontece algo que não estava nos planos. Este momento era um deles. Todos pensaram que ele iria voltar, os olhos encheram de lágrimas tanto de que ficava como de quem ia. Porém não poderia mostrar-se fraco e acabar voltando, teria que se provar, andar com os próprios pés, mesmo que o futuro seja apenas um caminho nublado sem saber a direção ou o caminho que está tomando. Quando estava parado ele sabia o seu caminho, que direção tomar, é o normal da dita civlização humana, do sedentarismo que se tornou a espécie humana. Só que ele não queria ficar parado, tinha que fazer algo. Agora andava sem direção e em todas as direções possíveis. Era uma sensação boa de liberdade e pureza, pois não se sentiu mais corrumpido pelo SISTEMA e as instituições que o formava. Não sabia se conseguiria sobreviver já que fora sempre domesticado, desde que nasceu uma vida doméstica, ele pensava que a necessidade iria prevalecer quando se tratasse de sobreviver, afinal ele também era um animal mesmo que os seres humanos rejeitarem esta denominação classificatória para o ser que sua espécie era. A vida agora o ensinaria, seria sua mestra, sua tutora, sua professora.
E ele apenas andava porque era um andarilho.