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sábado, 11 de julho de 2009

A Dança das Almas parte II


Num baile de máscaras
Não sei quem é você
Mas é como se a conhecesse
Estamos a dançar


Parece surreal
Póis o ambiente parece ter saído dos contos de fadas
É algo fantástico
Estamos em um salão de um castelo medieval


Você me olha
Com seu olhar de uma entidade celestial
E como que se despedindo
Você aproxima seu rosto do meu
Beija-me na boca e susurra em meu ouvido
Logo se afasta e some
Olho ao redor
Mas não vejo ninguém
Eu estou sozinho
O salão está vazio
Tudo está escuro
Quando lembro do que você me susurrou:
"Tudo que vivemos ou deixamos de viver
Nada mais é que um sonho!"


*Ao lembrar do que disse
Fechei meus olhos
E voltei a ouvir tua voz:
"Abra os olhos, meu querido!"
Olho pra ti
Vejo teu belo rosto
Vislumbro teu olhar celestial
Levanto e te trago em meus braços
Voltamos a dançar como no sonho
Encosto minha boca na tua
Nos beijamos e sorrimos
E assim te falo:
"Se o que vivemos é um sonho
Então você é meu sonho!"



*parte adcional, não vinculada aos escritos originais.




(Arthur Nunes)

sexta-feira, 3 de julho de 2009

A Dança das Almas



Vejo o que não se vê

Olho o que não se olha

Sinto o que não se sente

Quero o que é dificil se ter


O tempo passa

A vida se esvai

Um jubileu de pesadelos para se comemorar

Na sociedade daqueles que não se foram

Hóspedes e hospedeiros

Parasitas em um baile de máscaras

A comemorar o horror

Daquilo que terminou


Apenas vejo aquilo que não se vê

Sinto o que muitos não querem sentir

O fim apocaliptico de um deus humanóide

Inventado à nossa própria imagem

E com isso nos transformamos em aberrações

Neste circo de horrores!



(Arthur Nunes)

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Muitas vezes é preciso perder para poder ganhar

Estou a perder minha dignidade, mas ainda tenho meu orgulho e por mim mostrar fraco e covarde eu ainda tenho minha crença e luto, até contra mim mesmo, pelo o que acredito e o que acredito é mais forte que minhas quedas, mesmo não conseguindo mim levantar, não, talvez por uma força da natureza, uma força divina mim ergue de uma forma como se nunca tivesse caído e esta mão invisível mim mantém de pé dando forças para continuar lutando contra mim mesmo e aqueles que ñ acreditam em mim. Mas como saberei quem "levanta o punho" contra mim? Não saberei, por se disfarçarem de amigos, companheiros ou apenas estranhos que mim invejam sem eu perceber. Por que mim invejar se nem esbanjo tanta vitalidade e satisfação da pela vida? Não é questão do que eu demonstro ser e, sim, do que eu sou por dentro. Sei que há uma luta interna dentro de mim e o que "eles" querem é ferir meu coração porque sabem que minha mente é igual as deles e é esta briga que há em mim.
O que há em meu coração para ser tão precioso? Algo que "eles" não têm e querem muito, não para possuí-lo, mas para perverte-lo, pois têm medo do diferente. Como se fosse uma novidade neste mundinho humano tão bizarro que "eles" criaram!
Só que eu não sei o que é isso, só sei que mesmo sendo fraco e covarde, ainda continuo vivo por ter vontade de viver, não como "eles" mas como eu. É a esperança que sempre mim levanta com sua "mão invisivel" quando caiu por minha mente quer ser igual a "eles".
Nesta luta contra o "bem e o mal", o bem (o coração) aos poucos parece se sobressair e conseguir algumas vantagens apesar de uma artilharia pesada o que mim faz retroceder vários passos e levar várias quedas, portanto a influencia exterior já se mostra cada vez mais obsoleta em minha mente que aos poucos vai encontrando a paz que o coração já tem.
Mesmo que possa persistir o erro, como disse que sempre volto a cair e mesmo querendo mim entregar há uma força que mim ergue e esta força é a esperança. Então, mesmo que continue a errar sempre voltarei a mim levantar por acreditar que um dia eu posso, finalmente, acertar e vencer a guerra contra eu mesmo e contra "eles", porque mesmo perdendo se pode ganhar.