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domingo, 25 de outubro de 2009

Dead Like Me


Eu estou aqui mas não sei onde estou!
Vem a minha morte pedindo para entrar em minha vida antes de me levar para o seu mundo. Como não sou aquele egoísta que pensam que eu sou, eu fiz da morte a minha vida que estava por sucumbir.
Por 13 dias eu a tive em meus braços, em minha cama (não na cama, cama, só quis ser um pouco sarcástico), em minha vida - ainda vivo - já que ela tem posse já morto. Ironicamente, digo que vivi quando que na verdade já estava morto.
Eu presenciei o “trabalho” dela quando íamos a um hospital e “libertar” as almas presas em seu corpos inertes. Como já vi em vários filmes, revistas em quadrinhos, seriados de TV, tudo na natureza tem uma explicação para a sua existência, compromissos, responsabilidades.
O problema é que nós humanos pensamos e o fato de pensar faz com que pensemos em algum tipo de sentido para nos sentirmos vivos e por isso procuramos respostas para o tipo de pergunta, tipo: “qual o sentido de estar vivo?”; “por que somos assim?”. E outros tipos de baboseira em questão.
Só que o fato de estarmos vivos e vivendo, seja de que forma for, já dar sentido na nossa existência e o fato de vivermos diferentes dos outros animais, sem precisar matar, literalmente, para viver, por termos a razão, isso faz sentido. O que não faz sentido é viver sem a consciência disso e continuar feito um animal que não pensa e se deixar ser controlado pelo desejo. Tá, mesmo sem isso ainda fazemos coisas que são controlados pelo desejo – instinto primeiro -, mas aí colocamos denominações, tipo: amor, sexo, ‘rala e rola”, entre outros. E diz-se que há sentimentos no ato, mesmo que só seja por uma noite, isso só para nos diferenciar do irracionalismo animal, já que somos racionais.
O fato é que só vivi nestes 13 dias em que já estava morto, porém como havia de acompanhar a morte em sua vida tive que continuar a vida.
Mas não pensem que me despedir de alguém, ninguém me interessava. Pois se assim fosse iria continuar a mesma coisa. Então por 13 dias eu vivi quando já estava morto e aprendi que o que interessa é a nossa existência, as nossas decisões, já que é a gente que faz o nosso próprio caminho e não se preocupar o que os outros querem que a gente seja ou faça e é isso que verdadeiramente nos diferencia dos outros animais, a livre escolha de escolhermos nosso próprio caminho, tanto na vida e agora vejo que também na morte.
Desculpe à nossa mãe que nos pariu, nos cuidou quando crianças, mas os filhos crescem e esta é a graça no reino animal, depois é cada um por si. Ok, alguns dos muitos animais precisam seguir seu próprio caminho sem o aconchegos de sua família, portanto não há uma consciência de sua existência, um raciocínio lógico, mas a vida deles é conduzida pelo instinto primário que o da sobrevivência...
Deixando estas besteiras de lado, eu só vivi quando morri! Faz sentido? Não? Então tente morrer! (risos)

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