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quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Depoimento


Aloha!
Aqui estou para falar daquilo que me faz vim aqui em frente neste dia de quinta-feira. Não sou muito bom com as palavras e sempre fico apavorado ao saber que posso ser julgado, mas me enchi de coragem porque tenho que vos falar aquilo que mim aflige.
Sei que o que tenho que falar pode ser impressionante seja porque é interessante ou porque é apenas burrice, mas cada um é cada um. Então espero que os digníssimos senhores e senhoras aqui presente tentem me compreender, seja por bem ou por mal.
Sem mais delongas irei começar e desculpem por esta longa explicação que pra alguns não há sentido algum ou faça mais sentido do que aquilo que eu vou vos falar.


***


Para começo de história o que mais custa na vida é a gente encontrar algum sentido na vida. É impressionante como as coisas são. Nascemos, vivemos, sobrevivemos, convivemos e morremos. A gente pode olhar pelo inicio e pelo fim da história, alguns acham mais interessantes este extremos e não ligam pro resto, mas o interessante é o meio, pois é nesta parte que está a verdadeira história.

Entreguei mesmo sem querer ao vício, não particularizo nenhum vício em particular, mas digo que que o vício que aqui falo é relativo a algum tipo de droga, só que não é a droga como todos estão imaginando ou querendo saber qual a droga que eu me viciei. Aqui que vos falo não é uma droga que todos conhecem como droga, mas é a droga que faz parte do vício ou o vício que faz parte da droga. De fato é que o vício é uma droga.

E a droga que falo é o que pode ser normal para os senhores, pois, como disse: cada um é cada um. E pra mim é uma droga, talvez a pior, pois ela entra em nossas cabeças como se não fosse nada e nos consome de uma forma que achamos normal. Todos acham que é normal e não se vêem que são dependentes e escravo deste desejo.

Este ópio que consome todos nós. Livrei-me dele por algum instantes, mostrando-me limpo de toda a droga, portando como um vício maltratava meu corpo e minha mente. Em uma guerra interminável para poder sobreviver, me vi com um outro inimigo que antes não tinha, o vício pela droga que agora era compartilhado. E mesmo quando estava limpo fui pego pelo novo inimigo, inicialmente em uma abordagem menos nociva, depois em uma abordagem mais nociva e em fim o vírus desta última abordagem me consumiu, fazendo-me refem mais uma vez deste meu ópio, uma semana depois da última abordagem.

Porem, agora me acho em uma situação bem mais difícil, pois a droga agora me consome como se fosse injetado dentro de mim e fazendo parte de meu próprio corpo como o esqueleto de magnetita de wolverine.

Antes me achava puro pela inocencia de meus ideais, mas como sou humano, vejo-me doente por ser fraco e finalmente me deixando corromper pelo humanismo. Afinal, somos animais e por sermos animais, fazemos coisas que fazem parte do desejo animal. E é nisso que está o grande problema do humano e que pensa que resolver problemas é por nomes, inventar nomes.

Mesmo sendo amor, paixão, desejo, sexo, ainda é necessidade animal. O meu ópio! E se ser humano é continuar sendo irracional a ponto de achar normal algo tão repugnante como todos os vícios, então não passamos de animais fingindo serem racionais por pensar, porem se pensamos tão pequenos, é a mesma coisa que nada, é continuar sendo irracional.

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