
Vejo o que não se vê
Olho o que não se olha
Sinto o que não se sente
Quero o que é dificil se ter
O tempo passa
A vida se esvai
Um jubileu de pesadelos para se comemorar
Na sociedade daqueles que não se foram
Hóspedes e hospedeiros
Parasitas em um baile de máscaras
A comemorar o horror
Daquilo que terminou
Apenas vejo aquilo que não se vê
Sinto o que muitos não querem sentir
O fim apocaliptico de um deus humanóide
Inventado à nossa própria imagem
E com isso nos transformamos em aberrações
Neste circo de horrores!
(Arthur Nunes)

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