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sexta-feira, 3 de julho de 2009

A Dança das Almas



Vejo o que não se vê

Olho o que não se olha

Sinto o que não se sente

Quero o que é dificil se ter


O tempo passa

A vida se esvai

Um jubileu de pesadelos para se comemorar

Na sociedade daqueles que não se foram

Hóspedes e hospedeiros

Parasitas em um baile de máscaras

A comemorar o horror

Daquilo que terminou


Apenas vejo aquilo que não se vê

Sinto o que muitos não querem sentir

O fim apocaliptico de um deus humanóide

Inventado à nossa própria imagem

E com isso nos transformamos em aberrações

Neste circo de horrores!



(Arthur Nunes)

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