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sábado, 4 de dezembro de 2010

Ansiedade


"Era um mundo muito engraçado não tinha céu, não tinha nada; não era dia nem noite, pois não tinha tempo; não tinha tempo de sobra, não tinha tempo a perder. Neste mundo também não tinha terra, nem oceanos, era um mundo muito estranho já que não tinha nada. Era um mundo vazio, não tinha nada...!"

Ansiedade, angustia, solidão, vazio. Há vida assim? Uma dor que dói no peito, não há como explicar. Estranho e absurdo pensar que o vazio se encheria ao encontrar uma outra pessoa que você jura amor eterno. Realmente, é uma tolice pensar assim, um ordinário engano. Para completar o vazio se transmuta em uma essência de morte que faz atrapalhar a linda e bela história de amor ou mesmo estória (já que é muito fácil se iludir) que estaria para começar com alguém. Exorcize os seus demónios ou morrer como uma forma covarde para fugir dos próprios problema, ou um ato de coragem, já que precisa de muita força de vontade para exercer este tipo de covardia.

Se ao menos creditasse os seus próprios atos ao invés de sempre errar, poderia já ter encontrado a redenção, porém na bela história (ou estória) de amor, agora não tão bela, formaram-se uma série de erros, a dor venceu e mais uma vez perde-se um amor (ou "amor") real para se tornar apenas um amor platônico e imaginando com seria se não tivesse errado.

Se perde toda vez, a loucura torna-se mais real e o vazio cada vez mais vazio, ainda mais quando se perde mais um "amor para toda vida" e mais uma vez se diz: "- Para sempre te amarei!

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