Acabou e foi tudo por culpa dele. Ele não quis ela de verdade, desprezava-a, ignorava-a, mas ela estava sempre com ele, apoiando-o e tendo paciência com ele. Mas uma hora a paciência acaba e a pessoa se cansa. "Não dá mais!" - ela falou.
Nessa hora ele percebe o que sentia por ela e começa a valorizar o que ela sentiu por ele, a refletir toda a barra que ela enfrentou por ele para ser notada e também correspondida.
Discussão vem e vão e a cada vez ela se distanciava mais dele, enquanto ele começava a expôr aquilo que sempre sentiu mas por medo nunca declarou a ela. Ela já tava com outro e ele sabia que ela não era de ficar sozinha. "Devemos ter novas experiências. Eu amo você de verdade, tive paciência, falava que por você eu faria tudo e você não deu importância. Precisamos deste tempo e ter outros relacionamentos e se for de verdade o que você fala o que sinto, então possamos voltar a nos encontrar mais a frente e você mesmo disse que se isso aconteceu agora era porque não era pra ser, pelo menos por agora."
E cada um foi para um lado. Ele queria pensar que mesmo com outro ela tenha ficado muito sentida e também acreditava que voltariam a se encontrar para ter um novo começo.
Ele teve de superar e tentar seguir em frente. No começo ele chorou muito e ficou imaginando ela com o outro que, finalmente a teria toda para ela. Ele sempre falou que o outro só tinha obsessão por ela e por ter bens havia uma vantagem. De raiva chamou ela de interesseira, foi uma de suas brigas...
Mas os meses foi passando, ele teve algumas entrevistas de emprego e conseguiu a aprovação pra ganhar dinheiro com vídeos e textos na internet.
Ele sempre pensava nela e nos meses que passou não ficou com mulher nenhuma, mas ele não tinha interesse, não queria cometer os mesmos erros e nem sofrer a mesma coisa que já sofreu tantas vezes antes, até que em um sábado ela liga para ele. Claro que ele ficou esperançoso e curioso.
"Oi! Você poderia me encontrar aqui? Tô na casa da minha mãe, poderia vir?" - ela fala sem arrodeios. "Quando chegar aqui a gente conversa. Vou dizer a minha mãe que você vem! Posso confirmar?"
"Po-pode, Pode sim!" - confirma ele. "Amanhã de manhã pego o ônibus pra aí!" - ele escuta um baixo, mas sonoro "obrigado" e um "desculpa" quase como em um cochicho e desliga o telefone. Ele logo de imediato começa a arrumar a mala e imaginando o que seria o conteúdo da conversa.
quarta-feira, 9 de março de 2016
Final Alternativo (parte I)
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