No dia seguinte ele pega o ônibus pela manhã que iria a cidade dela. Depois de meses que mais parecia anos ele iria encontrá-la. "O que será que aconteceu para ela me procurar depois de tanto tempo? Será que ela me ama mesmo, provando ser verdade o sentimento que ela sentia por mim?" A cabeça dele se encheu de perguntas e possibilidades do que poderia ter acontecido. Mas sempre fora assim com ele, sempre rolava uma perspectiva com o surgimento de possibilidades e o enchia de ansiedade o que fazia aumentar a adrenalina, o nervosismo e os "SEs". " E o que foi aquilo de 'desculpa' no final da ligação? Ela também parecia triste e angustiada pela voz." - ele não parava de pensar.
Umas 11 da manhã ele já estava desembarcando na cidadezinha do interior e a viu sentada num banco da praça debaixo de uma árvore que fazia sombra.
"Tá tão linda!" - foi a primeira coisa que ele falou ao se aproximar. Ela olhou pra ele, deu um sorriso, um tipo de sorriso de quem tinha passado por muita coisa e que a fez amadurecer mesmo que as experiências tenham sido amargas. Ela se levantou e o abraçou, ele depois dando um beijo na testa dela como sempre fazia e depois voltaram a se sentar.
"Desculpe ter te ligado ontem tão tarde, mas precisava de alguém..." - houve um momento de pausa fazendo ele refletir no que ela havia dito e pensar que ele teria sido só uma opção, só mais um, mas ele não queria iniciar uma discussão por pensar que só era mais um na vida dela, afinal todas as discussões que ele tinha com ela e que fez se afastar e, finalmente, terminar aconteceu por causa de algo assim, dele pensar que era só era mais um na vida dele, achar que ela não o priorizava como namorado e amor da vida dela como ela gostava de declarar pra ele..., mas mesmo que tenha tido algum descontentamento por ter sido uma opção ele não queria iniciar uma discussão, ele via que ela estava triste e precisava de um amigo, uma apoio. A pausa durou uns dois minutos, ela respirou fundo e voltou a falar: "Eu o conheço, sei que pensou que chamei você aleatoriamente, talvez como última opção, não foi isso, você foi a primeira pessoa em que pensei, os outros são os outros, mas você é especial. Eu o chamei porque queria você aqui, ver você, sentir seu toque, seu sentimento por mim. Você ainda é importante e sempre foi, mas você sabe porque tivemos que nos afastar..." - ele a interrompe tapando os lábios dela com o dedo indicador, depois deu outro beijo em sua testa e começou a olhar o rosto dela, sorrindo. Ela também tentou ri, mas lágrimas começaram a molhar seu rosto. Seus olhos eram olhos de tristeza, de dor, lamentação e mesmo soluçando ela desabafou: "por que tivemos de nos afastar? Por que não te dei outra chance quando você, mais uma vez se mostrou arrependido? Por que você teve de fazer aquilo? Eu tive medo mesmo tentada a voltar, mas também parecia que o magoado era você despejando raiva, rancor, desespero, isso também influenciava a não voltar naquele momento. Mas me desculpa, sentir muito a sua falta!" - ela o abraçou forte chorando muito.
sexta-feira, 11 de março de 2016
Final Alternativo (parte II)
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