Baile de Máscaras - parte V
11. Só uma observação para fins temporais: Já estou há quatro dias aqui enclausurado neste monumento do consumismo desenfreado e meu colesterol ta indo pelos ares com hamburgueres, principalmente da McDonald's, milkshake e muito chocolate, mas também malho aqui na academia. Porém tô tentando comer um pouco de verde, não sou muito fã, mas tenho que mostrar algo saudável além das porcarias que ando comendo.
12. Foram 12 tiros certeiros na cabeça e só quatro erros, total de 16 tiros. Tô melhorando minha pontaria. Só que dá um desanimo saber que não há ninguém para você compartilhar aquilo que aprendeu. Quero lembrar quem foi o fi da égua safada que disse que o homem é só por natureza, se fosse assim não teríamos o dom da fala para no comunicarmos e também seríamos assexuados. Abstinência agora forçada!
13. Pensando aqui: se pretendo lançar um livro com meus relatos de sobrevivência. Quem iria publicar? Por que se realmente eu sou a lenda e esta infestação de zumbis afetou o mundo todo? Além de não ter final feliz ao final do meu relato, também não terá ninguém para ler e muito menos para publicar. Oh vida! Mas sempre há um jeito para se resolver as coisas, só não se desesperar e perder a esperança só porque a situação é desesperante. Meio irônico isso! Porém prefiro viver até o último suspiro do meu ser a mim entregar a uma vida escravocrata em que até o pensamento é policiado. Lembrei de "1984" de George Orwell. Dando uma revisada em meus escritos lembro que já falei um pouco desta opressão paranóica que é dita no livro do autor, então não irei comentar de novo apesar de já ter comentado alguma coisa por agora. Só que mesmo que ninguém leia e nem chegue a ser publiacado - o que é uma pena - eu gosto de escrever, é terapêutico, isso não só Freud explica, mas vários outros psicólogos, psicanalistas, psicopedagogos e lá vai o escambal, todos estes explicam e ainda mais na situação que me encontro. Não tenho ninguém com quem falar, já que temos a necessidade de nos comunicar, pelo menos tenho a escrita.14. Acho inacreditável as pessoas nem se lembrarem da família nessas horas de horror. Digo, seus avós, primos, tios. A personagem sempre se atém àquela família próxima, de preferência que more na mesma casa que ele. De vez em quando os filmes de horror retratam os parentes distantes, mas quase nunca. Quisera eu aqui fosse um filme, só sei que eu sou o único que sobrou, pelo menos até alguém aparecer.
(continua)
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