Partir, eu devo partir, porque assim tem de ser. Aceitar que terminou e terminou porque mais uma vez não soube aproveitar o que eu tinha.
Partir, isso é necessário. Eu sou fraco e covarde. Eu disse que não iria desistir, só que deveria dizer/pedir para não desistir de mim, porque isso eu já fiz.
Devo seguir meu caminho e realmente o que tiver de ser, será, isso não há a maior duvida.
Seguir meu caminho irei e a carregarei na lembrança, no pensamento, no coração. Sempre comigo ecomigo sempre. Pelo menos um de nós tem que carregar a lembrança daquilo que já foi e, convenhamos, já foi. Continuo amando-a, mas estamos em caminhos opostos: o dela é me esquecer e o meu é de sempre lembra-la.
Talvez eu nunca volte desta partida, encontre meu fim. Acho que é isso que eu quero no final das contas. Acabar com minha angustia, o meu desprezo por mim mesmo, a dor que já sentia antes de conhece-la, mas que havia esquecido momentaneamente quando ela estava comigo e que voltou com força total quando ela começou a caminhar no caminho oposto ao meu e no final deu fim àquilo que um dia disse para mim...
Devo partir ou sucumbir ao desespero extremo, só que partindo talvez consiga a salvação e, se for verdadeiro, voltar aos braços dela porque ela estaria me esperando. Mas isso é apenas um sonho de sonhador e se voltar sei que ela estará com outro e mesmo assim nunca a veria mais uma vez já, que também, ela haveria se esquecido de mim.

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