Por impulso fui lá. Não sabia que ela estaria lá, mas fui mesmo assim, alguma coisa me dizia para ir. E sentada na frente da casa estava ela com uma toca de cabelo daquelas feitas de meia, uma blusa cinza e short cinza também. Ela estava de perna esticadas apoiadas em uma outra cadeira. Quando me viu, mostrou-se surpresa, muda e sem parar de olhar para mim com um meio sorriso. Também fiquei olhando-a.
Ficamos nos olhando, eu chegando mais perto dela. Ela tirou as pernas da cadeira que as estava apoiando e me pediu que sentasse. Sentei e me pus a olha-la! Até que me disse que estava sem palavras, que não sabia o que dizer. Tive vontade de dizer que não dissesse nada e me beijasse, mas não disse. Tive esperanças que ao me ver as lembranças, os momentos que passamos juntos, o sentimento nela voltassem. Talvez voltaram. Mas como uma virginiana ela estava convicta da decisão que tomou e não pude fazer nada, até tentei, mas..., nada!
Olhando para ela notava, ela mordendo os lábios e olhos quase lacrimejando, que estava a segurar um choro...
Fizemos uma promessa: que quando ela pensasse e quisesse compartilhar sua vida com alguém que me ligasse caso ainda sentisse algo, caso o que um dia disse para mim seja verdade.
Queria ter dado um ultimo beijo a ela mesmo que fosse roubado. Mas aí poderia ser um ultimo beijo mesmo e quero acreditar que a verei de novo e desta vez para valer.
Tocar nela, ve-la...; mesmo que venha das pequenas coisas temos que aprecia-las!
vejo-te em meus sonhos!

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