INAUGURAÇÃO.
Eu abro as portas deste ambiente que gostaria que transmitisse uma energia familiar para quem aqui poderá frequentar. Não importa se o nativo for estrangeiro, gordo, magro, com opções sexuais, relegiosas, politicas diversas, ou se é branco, preto, amarelo, vermelho ou verde. Importante é encontrarem neste ambiente um lugar para relaxar, discutir suas opiniões sem medo de ser julgado pela sociedade opressora. Apenas relaxar, divertir-se, falar sua verdade e ouvi a verdade dos outros.
Olho ao redor e as cadeiras, ainda em cima das mesas, emborcadas. Vou arrumando cada uma em cada mesa. A casa não é grande, mas deu para por o balcão com as bebidas e seis mesas redondas com quantro cadeiras cada. Todas as mesas estão forradas e prontas para serem servidas.
Vou ao balcão, entro no bazar e pego uma bebida verde, pego um copo de dose e ponho esta bebida no copo. Volto a um banco do outro lado do balcão, sento, olho o liquido verde em meu copo, esboço um meio sorriso - meu coração está pesado, mas não pela inauguração do bar, mas por talvez nunca mais ver aquela que amei - pego o meu copo e tomo o líquido de um gole só. Fecho os olhos, balanço a cabeça; abro os olhos e, sem brincadeira, vi um monte de fadinhas verdes. Levantei-me meio tonto, mas com disposição, fui ao interruptor e o liguei, acendendo um letreiro acima da porta do bar. Meio brega estilo sallon (ou algo do tipo), aqueles de velho oeste norte americano. Saiu do bar para ver por fora. Na entrada tem daqueles tapetes escrito BEM VINDO. Olho para o letreiro e estava lá com luz florescente:
FADA VERDE BAR.

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