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sábado, 7 de setembro de 2013

NO BANCO DA PRAÇA

Ele, senta-se no banco da praça! Sozinho ele se vê somente em companhia da solidão, esta entidade invisível que trás um vazio em seus coração. Ele não a vê, mas a sente e apesar de vê gente, pessoas transitando de um lado a outro, alguns iam ou voltavam do comércio, ou ficavam no barzinho ao lado conversando. Mesmo assim ele se via sozinho, porque estava sozinho.
Cabeça baixa, braços apaiado nas pernas, tronco inclinado para a frente, era assim que quem passava o via. Ao lado do banco, lado direito, para ser mais exato, havia um papel escrito: "lugar reservado ao meu amor." O banco ficava debaixo de uma árvore. Quem o via e lia o que tinha escrito no papel, achavam-o digno de pena porque sabiam que ela não iria chegar, que ele havia levado um fora. Porque alguns, os comerciantes, já o estavam observando há horas e nada de ninguem chegar. Teve alguns, os de bom coração que chegaram a levar água e alguns salgadinhos, deixando-os do outro lado do banco. Iam, entregavam e voltavam sem dizerem nada, pois sabiam que o silêncio em certas horas é precioso.
Ele via o que alguns comerciantes estavam fazendo, até esboçou um sorriso quando pensou que a humanidade ainda tem chance de se salvar.  Ele comia e bebia e escrevia no guardanapo um "obrigado, pela gentileza" e depois o colocava de lado. Como se tivesse falando para alguém que estaria ao seu lado, ele apenas pensava olhando para alguns jovens casais que passavam:
"Bonito, não são? Cada um com seus problemas particulares, muito até piores que o meus ou os dela, mas estão aí de mãos dadas, já que sabem que um terá o outro mesmo que não para sempre, mas que um terá o outro para se apoiarem nos momentos de maior dificuldade sem medo que isso possa desgastar a relação. Só que não desgasta, porque isso irá fortalece-los como pares um para o outro, manterem-se firmes como casal. Ninguém vive sozinho e sempre precisamos de alguém no bons e maus momentos que a vida pode nos proporcionar. Tão bom se ela pudesse ter compartilhado sua vida comigo. Eu sabia que se me arriscasse desta vez teria que, além de meus problemas, compatilhar os problemas da segunda pessoa. Estava disposto a ser seu chão, seu alicerce, seu lar, mas no fim ela preferiu a solidão assim como eu um dia quis antes de encontra-la. Espero que agora ela que possa me encontrar e esteja disposta a eu ser seu lar assim como ela estava sendo meu caminho e meu lar. Por enquanto não tenho mais lar e meu caminho voltou a ser aquele que estava pensando em seguir antes de encontra-la. Espero que me encontre como a encontrei, um dia!"
Ele pegou a caneta e escreveu no mesmo papel que estava do seu lado direito e pegou a mochila que estava debaixo do banco, levantou-se e saiu andando. Um comerciante que o observando foi ao banco e leu o que havia escrito: "contiunarei te esperando mesmo que volte a encontra-la somente em sonhos...!"

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