"...mas eu posso parar quando quiser!". Eles sempre dizem isso, porém no fim, sempre é a mesma coisa. Sempre aquele velho mais do mesmo que sempre conhecemos. Portanto, o desejo nos faz dependentes daquilo que consumimos e não conseguimos parar, mesmo que queiramos, o "querer" se faz subordinado do desejo que nos faz dependentes.
Todo o tipo de vício é prejudicial por nos fazermos dependentes e sem iniciativa na vida. Só precisamos daquilo, só vemos aquilo, só necessitamos daquilo. Aquilo é nosso motivo de viver e de uma agonia sem fim se não temos aquilo por perto.
O vício é assim, é como uma rotina, um ritual (no sentindo de sempre fazermos sempre a mesma coisa, como um roteiro) e sairmos desta rotina, deste ritual, não sabemos o que fazer, perdemos o nosso "chão", nos perdemos da vida e temos que voltar a fazer o que fazíamos para voltarmos a ter uma identidade. Só que, ao contrário, o vício é destrutivo! Sem o objeto do vício a gente é capaz de fazer loucuras para voltar a ter o objeto, em casos graves, podendo até matar.
Nos sentimos presos em uma gaiola de aço, feito passarinhos sem conseguir sair. Nos tornamos obcecados, irracionais, sem vida própria.
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"A verdade assombra, o descaso condena e a estupidez destroi." (Renato Russo)

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