
28. Na verdade Joe sentia a necessidade de falar com alguém, mesmo que ela não escutasse. "Impressionante como temos a necessidade de nos comunicar. Somos escravos mesmo que sejamos livres em outros aspectos!" pensou Joe. Só que Marie escutou cada palavra que Joe pronunciava. Ela achou interessante a sua teoria meio maluca, mas interessante. De repente estavam parados em frente ao acampamento de Joe.
29. Marie olhava para Joe e pensava: "Ele tá diferente de quando o vir a primeira vez, o olhar mais vago e cansado, mesmo assim dá pra notar uma determinação que na primeira vez que o vir era como se tivesse renascendo..." "Sei o que está pensando. Conhece a expressão 'viver um ano em 10'? apesar de somente 3 meses nas margens da civilidade é como se tivesse bem mais tempo e não vejo mais a graça na humanidade..."
30. Ela ouvia Joe falar e realmente ele mostrava um certo desprezo com a vida civil, com a humanidade. Ao ver desmontando seu acampamento, ela vê ele pegar uma flor no meio do mato. Ele cheira, olha pro céu se deixando inundar pela luz do Sol abrindo os braços. Com esta visão Marie ouvi ele dizer: "- Que explêndido é o universo, é a vida." Marie percebe que ele não fala mais pra ela, é como se não mais a notasse.
31. Marie sorrir olhando Joe terminar de arrumar sua barraca desmontada na mochila. "Queria tê-lo encontrado meses antes, provavelmente estaríamos juntos agora. Mesmo assim esses poucos momentos que passei contigo, mesmo que tenha sido só um flash, foram maravilhosos. Espero podermos nos ver dinovo. Adeus!" pensa ou fala em voz baixa Marie e vai embora.
31b. Joe termina de levantar seu acampamento e parte pra uma aventura mais reveladora que os três meses passados. Ele nem nota que Marie já tinha partido, Na verdade nem lembrava mais de um dia ter se encantado com a denominada, uma vez, de "garota da toalha". Ele parte em direção ao oeste. O oeste sempre ambicionado, sempre querido, encontra-se de tudo, terras, morte, aventura, redenção, imortalidade.
31c. Falar no oeste sempre leva o aventureiro a sonhar. É como se o oeste fosse o fim do arco-íris com seus famosos potes de ouros guardados por diabretes verdes (duendes). Chega até ser uma fantasia com animais míticos e místicos. O oeste representava a paz e a purificação da alma. Não importava mais nada. Joe se encontrava na praia. Ele tira a roupa e entra na água encontrando a paz e a inexistência do mundo humano.
(FIM)

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