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domingo, 18 de setembro de 2011

O Mestre e o Aprendiz


O Mestre estava com seu aprendiz em uma montanha, meditando, até que o primeiro olhou para o segundo que o estava olhando fixo, então perguntou:

- O que te aflige, meu querido aprendiz?

- Eu o admiro, meu mestre! Queria poder ser como o senhor. - respondeu o Aprendiz.

- Lamento informa, mas você nunca poderá ser como eu.

- Por que não, meu mestre? - o Aprendiz pergunta com uma voz desanimada.

- Porque somos seres únicos. O que nos difere dos outros são os nosso atos, é o nosso Ser. Cada um é único com a natureza. Uma folha nunca será como a outra. Ela aparentemente pode ter o mesmo tamanho, os mesmo desenhos, mas ela sempre será única. Sabe por quê?

O Aprendiz olhou para o Mestre que pegara uma folha de uma árvore próxima que cairá no chão e depois respondeu a sua própria pergunta sem precisar que o garoto fizesse alguma menção para continuar.

- Imagine se essa folhinha fosse igual às outras que caíram ou que ainda estão na árvore? Mesmo tamanho, mesmos desenhos, mesma cor. Seriam iguais, mas já disse que mesmo assim elas seriam diferente. Mas pense que ela é igual em tudo com as outras folhas! Pra inicio de conversa, ela ainda estaria na árvore porque só cairia quando todas caíssem, se um vento lhe batesse ela seria obrigada a permanecer imóvel caso as outras assim estivessem. Já conversamos sobre consciência coletiva, quero saber se aprendeu mesmo. - ele olha pro Aprendiz, esperando este responder.

- Consciência coletiva, o senhor me ensinou que é um único ser que pensa por todos. Pelo menos é como entendi. - arriscou o nervoso Aprendiz em mostrar que prestara um pouco de atenção ao treinamento.

-De certo modo é isso mesmo. Aí você pensa ou poderia pensar que cada um que possui consciência coletiva é uno consigo mesmo e com os outros. Eles são espelhado em seu mestre, mesmo assim são uma parte da essência do mestre, são só sua consciência, mas continuam diferente de cada um, porque como disse somo únicos como a natureza. A lei natural nos ensina que é inviável dois seres ocuparem os espaço no meio, mesmo gêmeos que aparentam ser iguais são totalmente diferente. Se fôssemos iguais não existiria a necessidade de existir eu e você, só seria eu. E seria sem graça um só ser com o conhecimento de todo o Universo como um deus e não ter ninguém com quem compartilhar. Você, caro gafanhoto, ainda quer ser como eu ou vai procurar ser como você mesmo?



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