
Deus somos nós mesmos, cada indivíduo, cada matéria, cada átomo. Não é uma igreja ou doutrina religiosa, é apenas o EU, o SER, a consciência de si. Uma pedra é uma pedra, assim como você é você e eu sou eu. Viemos da natureza das coisas e voltamos a elas, nosso pensamento é cada átomo em cada ser.
Quem nunca imaginou em querer consertar um erro ou pensou que deveria ter seguido por um outro caminho e não naquele que se encontrava, ou nas várias possibilidades que sua vida teve pelo caminho? Alguém já ter imaginado em viajar através de universos paralelos e ver como seria o planeta em outras várias possibilidades da evolução?
A trilogia FRONTEIRAS DO UNIVERSO leva a quem ler pelo universo imaginativo dentro de si, a imaginar todas as possibilidade até em decisões individuais e também a questionamento a cerca de religião e das instituições que ao seu modo oprimem a liberdade de pensar por si só.
A trilogia começa a contar as aventuras de Lyra, uma garota em um universo igual e diferente do nosso. Neste primeiro livro - A Bússola de Ouro - é contada que a menina tem uma profecia a seguir e que ela é importante. O livro acaba ela entrando em nosso universo através de um portal que o tio dela abriu no Ártico; O segundo livro - A Faca Sutil - começa contando a estória de Will e sua luta em proteger a mãe do perigo até ele encontrar uma fenda vendo uma gata atravessar esta fenda que ia para um outro universo/mundo. E na fronteira entre o mundo de Lyra e do de Will, eles se encontram, descobrindo-se ligados e encontram neste novo mundo para os dois uma faca capaz de fazer fendas para mundos diferentes. Este livro termina com Will tendo um breve encontro com pai e morte do mesmo através de uma feiticeira rancorosa e com Lyra raptada pela mãe dela.
Aqui separo o parágrafo para dar mais ênfase ao terceiro livro - A Luneta Âmbar - que, por mim, é uma epopeia ou no mais da grandiosidade do livro, uma odisseia. Nele Will reencontra Lyra e a salva das mãos agora não tão malévolas da mãe que ao saber que a igreja queria sua filha morta por conta da profecia. Ela mostra amar a filha só que com tantas maldades que fizera antes ninguém acreditava na boa vontade dela, sendo a última vez que ela viu Lyra. Neste livro a partir deste momento se começa a odesséia através dos universos em busca ao seu derradeiro fim, quando se cumpria a profecia e ao sacrifício de pensar por si e por todos.
A Luneta Âmbar apresenta a interminável guerra entre o conhecimento contra a ignorancia. A ignorância era o que a igreja pregava controlando seus servidores, pondo um falso conhecimento através de crenças que o deixavam idiotas perante a vastidão do universo. A igreja era o que ditava o mundo de Lyra e de certo modo o de Will que é o nosso, também. Já o conhecimento era a capacidade de escolha...; nisso se fez a guerra contra a autoridade, os ditos anjos rebeldes eram os que queriam dar conhecimento na evolução dos seres viventes e foram banidos por "Deus" que queria ter seu rebanho, seu gado em seu controle. A serpente que tentou Eva no paraíso nada mais era que um anjo oferecendo a ela o conhecimento.
O futuro é a gente quem faz, o reino dos céus está em nós mesmos e devemos construi-lo com o nosso esforço, é nisso que está a moral, a lição que o autor quer nos passar. Uma outra coisa é a passagem da vida infantil para a vida adulta, o conhecimento está no adulto enquanto na criança por não ter a personalidade formada ( o que é mostrado através de dimons, animais toteminos que sempre mudavam até chegar a vida adulta quando tinha uma forma definitiva). Então a criança seria a base da ignorância e assim mais propícia a ser "evangelizada", propriamente dito, e quando chegasse à vida adulta seria apenas mais um ser manipulado ou que desconhecesse a verdade diante da igreja, Deus não existe em si, é apenas uma criação e o reino dos céus ou a república dos céus somos nós que fazemos aonde nós estamos ou estaremos.
No final Lyra é tentada ao se descobrir crescendo e encontrando no Will, seu parceiro de viagem entre mundos em universo paralelos, a pessoa que gostaria de dar seu coração, porém ela tinha uma decisão: viver este amor ou apenas te-lo na lembrança, já que ambos eram de mundos distintos e não aguentariam ter uma vida plena cada um afastado de seu próprio universo. Não poderiam continuar viajando de um mundo a outro, isso traria consequencias que por séculos foram se acumulando através dos espectros (seres fantamagóricos que vinham do nada, é o nada mesmo que é chamado de abismo na estória ocorrido por fissura nos cortes entre mundos e consumiam as pessoas) e as fendas teriam que ser fechadas para sempre. Mas mesmo sem se verem tanto Will como Lyra nunca esqueceriam um do outro mesmo vivendo e amando distintamente um do outro. Decisões requer sacrifícios. Tanto ela como ele poderia viver juntos, mas isso teria consequencias...!
Uma verdadeira odisseia que mistura conceitos religiosos e científicos; a transição da vida de criança para a vida madura atraves do conhecimento e de novas experiências; a perda da inocência...; Uma trilogia que envolve e muito mais no seu terceiro livro, não quero desprivilegiar os outros dois estes também são envolventes, mas no A LUNETA ÂMBAR o leitor é capaz de se envolver de um jeito emocionou a questionar em seu íntimo o seu verdadeiro ser e as suas escolhas. Só saberá quem ler!

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