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sábado, 1 de outubro de 2011

O Espadachim


... e então ele pegou sua espada caida de seu lado e com a lâmina partida lamentando-se por isso; mais adiante pegou a lâmina e juntamente com o que sobrou da espada pôs na bainha. Iria tentar uma forja reparatória depois. Ele olhou para o céu e sentiu os primeiro pingos de chuva cair em seu rosto e começou a andar parando em frente ao corpo todo ensanguentado, lamentava ter tido que matar, mas era matar ou morrer. A luta tinha sido dura e bem difícil, a um certo momento a sua espada se partira e ele pensou que estava tudo perdido, só que o seu inimigo cometeu um erro fatal, distraindo-se vangloriando com a vantagem que agora tinha. Nessa distração ele pegou a espada partida e jogou nele, no momento que estava fazendo o esforço de desviar ele apareceu bem em sua frente com a ponta da lâmina da espada e enfiou no pescoço do outro duelista, depois soltando a lâmina e caindo alguns metros afastado de seu oponente, enquanto este agonizava com o sangue escorrendo pelo pescoço até que o esforço de respirar não significava mais nada, era apenas um corpo agora que mais tarde iria servir de alimento para os abutres.
Então ele olhou o corpo de seu oponente dando um sorriso ao pensar que este tinha sido seu mais forte lutador e que pensou que iria mesmo ser derrotado. Mas o espadachim estava cansado desta vida, queria calmaria e viver sossegado no cantinho dele. Ele já estava cansado de tantas lutas, de sempre ser desafiado pela glória que poderia dar ao outro, caso este outro o derrotasse. Ele estava cansado de matar, mas não ia deixar que outros o matassem por motivos tão banais, por isso que continuava lutando apesar de não gostar. Mesmo que não chegasse a matar seus oponentes, estes como não aceitava a derrota se matavam.
O espadachim via a água da chuva limpando o corpo, limpando o solo do sangue derramado. Ele pega sua trouxinha que carregava na hora que fora abordado pelo duelista. A trouxa estava toda molhada, mas não importava, depois colocaria para secar.
A chuva já estava cessando e o sol não tardaria a aperecer na hora quem estivesse se pondo, notou que uns animais carniceiros já farejavam a carne que começava a ficar podre daquele corpo que há mais ou menos uma hora estava vivo. O espadachim logo depois de tê-lo matado também pensou que iria morrer já que estava muito ferido e quando desmaiou debaixo de um sol ainda quente talvez não conseguisse acordar e até que gostou da ideia de não acordar até que acordou com o céu já escurecendo e cheia de nuvens.
Agora aquele local era passado, ele tentaria se esconder para não ser abordado por outro idiota querendo se mostrar valente e ter um pouco de fama. Ele, o espadachim, saiu andando sem olhar para trás, mas sabia que ao se distanciar o corpo estava sendo dilacerado pelos carniceiros. Agora era seguir em frente e ir para um lugar onde fosse esquecido e que pudesse viver sua vida sossegada e solitária.

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